PETRÓLEO

Vídeo acusa petroleiras, inclusive a Petrobras, de prejuízos de US$ 20 trilhões ao planeta

Imagens contundentes de catástrofes em consequência de eventos climáticos extremos se alternam a denúncias de lucros exorbitantes: “eles devem pagar”

Eles sabiam, diz o vídeo sobre as petroleiras.Créditos: Reprodução de Vídeo
Escrito en MEIO AMBIENTE el

A UNCS News, um agregador de notícias para as cúpulas climáticas da ONU, soltou um vídeo extremamente contundente durante a COP 28 sobre o papel do petróleo e dos combustíveis fósseis no aquecimento global.

Segundo dados do agregador, nos últimos 30 anos, a indústria do petróleo criou prejuízos no valor de 20 trilhões de dólares sob a forma de eventos climáticos extremos.

O vídeo afirma que as petroleiras, incluindo a Petrobras, “sabiam muito antes do que todos que o planeta iria esquentar e que nós é que pagaríamos pelos seus negócios sujos”.  são as responsáveis e devem pagar pelos prejuízos que causam ao planeta. “As grandes petroleiras deveriam pagar pelos danos que criaram, não você ou eu”, diz trecho do vídeo.

“Eles não podem destruir o planeta e se livrarem com trilhões em seus bolsos. Chega. Eles devem para nós. Eles que paguem”, encerra.

Veja o vídeo abaixo:

Lula aceita covite para Opep+

Em conversa com a sociedade civil na manhã deste sábado (2) na COP28, em Dubai, Lula afirmou que o Brasil aceitou o convite para participar da Opep+ - Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados - para convencer os membros do grupo sobre o fim dos combustíveis fósseis e incentivá-los a financiar a transição energética.

"Eu acho importante a gente participar porque precisamos convencer os países produtores de petróleo que eles precisam se preparar para o fim dos combustíveis fósseis", afirmou o presidente, ressaltando que "o Brasil vai participar não da OPEP, mas da OPEP+", em relação aos aliados, que têm menos poder dentro do grupo.

Lula ainda afirmou que é preciso criar alternativas para a dependência do mundo sobre o petróleo.

"Se preparar significa aproveitar o dinheiro que eles lucram com petróleo e fazer investimento para que um continente como o africano, como a América Latina, possa produzir os combustíveis renováveis que eles precisam. Sobretudo o hidrogênio verde porque, se a gente não criar alternativa, a gente não vai poder dizer que vai acabar com os combustíveis fósseis."

Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que costurou o convite em reunião com o secretário-geral da Opep, Haithmam Al-Ghais, em outubro, afirmou que o Brasil ficará fora da política de controle de fornecimento do grupo, que regula a distribuição do petróleo conforme a própria conveniência.

"Em hipótese alguma o Brasil participará dos cortes. A carta de cooperação que o Brasil assinará não tem nenhum compromisso bilateral. É para participar da plataforma de discussão das estratégias da indústria petrolífera nos próximos anos. O mundo reconhece a importância da indústria de petróleo para usar seus recursos para fazer o financiamento da transição energética", afirmou em entrevista ao jornal O Globo.

A Opep, criada em 1960 e com sede em Viena, reúne hoje 13 grandes exportadores de petróleo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Venezuela. Já a Opep+ inclui os chamados “países aliados”. Estes não têm direito a voto nas reuniões do cartel, mas pagam uma taxa anual. A Rússia é um deles.

Os 13 países da Opep produzem ao todo 28,7 milhões de barris diários, liderados pela Arábia Saudita (10,4 milhões de barris). O Brasil tem uma produção diária de cerca de 3,67 milhões de barris de petróleo por dia, segundo a Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis (ANP).