MEIO AMBIENTE

Maioria esmagadora dos brasileiros se preocupa com mudanças climáticas

Pesquisa foi realizada pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) em parceria com o Programa de Comunicação das Mudanças Climáticas da Universidade de Yale, nos EUA

Área de floresta derrubada e queimada e vista na zona rural do município de Apuí, Amazonas.10 de agosto de 2020Créditos: Bruno Kelly/Amazônia Real via Wikimedia Commons
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Um pesquisa divulgada na última sexta-feira (16) e realizada pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) em parceria com o Programa de Comunicação das Mudanças Climáticas da Universidade de Yale, nos EUA, aponta que a maioria esmagadora dos brasileiros está preocupada com as mudanças climáticas.

De acordo com os dados divulgados, que se referem ao ano de 2022, 79% do país se preocupa com o tema. O número caiu em relação ao ano de 2021, quando a taxa registrada pelos institutos foi de 87% mas, mesmo com a oscilação, é notável que a maior parte da população realmente se preocupa com um dos principais tópicos que tiram o sono da humanidade.

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Do total de entrevistados, 52% se disseram “muito preocupados” com as mudanças climáticas e 27% estariam “de alguma forma preocupados”. 20% afirmaram ter pouca ou nenhuma preocupação. A discrepância é enorme se compararmos os dados brasileiros aos dos EUA, por exemplo. Por lá, apenas 27% se declararam “muito preocupados”, quase a média em termos percentuais.

Outro dado interessante é que 94% da população não é negacionista climática e reconhece que o aquecimento global e as mudanças climáticas realmente estão acontecendo. Em outras palavras, dos pouco mais de 210 milhões de brasileiros, 196 milhões não negam a ciência. Nos EUA, os negacionistas alcançam 30% da população.

A pesquisa também mostra que 87% dos brasileiros estão conscientes e preocupados que as mudanças climáticas afetem a reprodução social e incidam negativamente nas próximas gerações. Nesse sentido, 74% dos entrevistados vê com grande importância a proteção ambiental mesmo que ela retarde o crescimento econômico e a geração de empregos. Outros 17% acreditam que a geração de empregos é mais importante, mesmo que ao final acabe devastando ainda mais o planeta.

“Essa é uma pesquisa fabulosa para a gente entender, medir a temperatura, de como a sociedade brasileira tem a percepção dos temas que são tão caros para nós, como as mudanças climáticas. É a partir disso que a gente tem que monitorar e assegurar se as nossas políticas públicas respondem aos anseios que a sociedade quer pautar”, declarou Ana Tori, secretária nacional de mudanças do clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

A pesquisa ouviu 2600 pessoas com 18 anos ou mais, entre novembro de 2022 e janeiro de 2023, nessa que foi a sua terceira edição. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%.