TERRA EM CHAMAS

Mudanças climáticas: fevereiro foi o nono mês consecutivo de recordes de calor

Os números revelam que a temperatura média global nos últimos doze meses, de março de 2023 a fevereiro de 2024, atingiu a marca mais elevada já registrada, segundo cientistas do observatório europeu Copernicus.

Carlos extremo atinge diversas cidades brasileiras.Créditos: Fotos Públicas
Escrito en MEIO AMBIENTE el

No último dia 7 de fevereiro, cientistas do observatório europeu Copernicus divulgaram dados alarmantes que confirmam a continuidade da crise climática global. Fevereiro de 2024 entrou para a história como o nono mês consecutivo de recordes de calor na Terra, estabelecendo uma sequência perturbadora que tem preocupado especialistas e líderes mundiais.

Os números revelam que a temperatura média global nos últimos doze meses, de março de 2023 a fevereiro de 2024, atingiu a marca mais elevada já registrada, situando-se 0,68°C acima da média de 1991-2020 e 1,56°C acima da média pré-industrial de 1850-1900. Este dado reflete o agravamento do aquecimento global, alertando para a urgência de ações concretas.

Não apenas a atmosfera, mas também os oceanos foram impactados por essa onda de calor sem precedentes. De acordo com o Copernicus, a temperatura média da superfície do mar global em fevereiro alcançou 21,06°C, um recorde em comparação com qualquer mês anterior no conjunto de dados do observatório. Este valor superou o recorde anterior estabelecido em agosto de 2023, quando a temperatura atingiu 20,98°C.

Os especialistas destacam que a resposta do clima está diretamente ligada às concentrações reais de gases de efeito estufa na atmosfera. O secretário-geral da ONU, António Guterres, referiu-se a essa situação como uma "era de fervura global", ressaltando a necessidade urgente de estabilizar essas emissões para evitar consequências irreversíveis.

A lista de recordes é impressionante e preocupante. Junho de 2023 marcou o mês mais quente da história, seguido por julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro e, agora, fevereiro. O número de dias ultrapassando o limite de aquecimento politicamente significativo de 1,5ºC atingiu um novo máximo antes do final de 2023. Além disso, pela primeira vez, o mundo registrou um dia com a temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial.

Julho de 2023 foi tão quente que pode ter sido o mês mais quente em 120 mil anos, enquanto as temperaturas médias de setembro ultrapassaram o recorde anterior em 0,5°C, acentuando a gravidade do cenário climático atual.

Diante desses dados, a comunidade global enfrenta o desafio crucial de agir rapidamente para conter as mudanças climáticas. A busca por soluções e a implementação de medidas sustentáveis tornam-se imperativas para preservar o planeta e garantir um futuro habitável para as gerações vindouras.

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