PF descobre operações financeiras suspeitas de Ricardo Salles em escritório com a mãe

O ministro do Meio Ambiente está sendo investigado por prática de crimes na exportação de madeira ilegal, junto com o ex-presidente do Ibama, Eduardo Bim

Mais uma denúncia grave atinge Ricardo Salles. A Polícia Federal (PF) registrou operações financeiras suspeitas no escritório que o ministro do Meio Ambiente mantém em sociedade com a mãe. As ações foram realizadas quando ele já exercia o cargo no governo de Jair Bolsonaro, de acordo com reportagem de Vinicius Sassine e Marcelo Rocha, na Folha de S.Paulo.

Salles está sendo investigado por prática de crimes na exportação de madeira ilegal, junto com o ex-presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim.

A suspeita da PF apareceu em relatórios de inteligência financeira produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que sustentam a Operação Akuanduba, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Conteúdo interessante”

Nos relatórios, a PF destaca a existência de “conteúdo bastante interessante”. Os documentos “apontam para operações suspeitas, realizadas nos últimos dois anos, por intermédio do escritório de advocacia em que o ministro Ricardo Salles é sócio com sua genitora”.

“Obviamente, a obtenção dos respectivos anexos e dados mais completos dependerá da autorização judicial emitida por esse STF, mas cremos que a confirmação da simples existência de operações suspeitas a cargo do ministro Salles, no mesmo período dos fatos em apuração, com os demais elementos, permitem que sejam apreciados os pedidos”, diz a PF.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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