Considerada a maior flor individual do planeta, a Rafflesia arnoldii se destaca não apenas pelo tamanho, que pode ultrapassar 1,20 metro de diâmetro, mas também por seu odor forte, semelhante ao de carne em decomposição. A espécie pertence ao gênero Rafflesia, composto por plantas parasitas encontradas exclusivamente no Sudeste Asiático.
A flor gigante não possui folhas, caule ou raízes visíveis. Todo seu desenvolvimento ocorre no interior de videiras do gênero Tetrastigma, das quais retira nutrientes. O que aparece externamente é apenas a estrutura floral, formada por cinco grandes lóbulos e com coloração avermelhada salpicada por manchas claras.
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Segundo registros históricos, ocidentais tiveram contato com a planta no fim do século XVIII. O primeiro europeu a descrevê-la foi o cirurgião francês Louis Deschamps, durante estadia em Java entre 1791 e 1794. No entanto, seus materiais só chegaram ao conhecimento científico décadas depois, em 1861.
Em 1818, o naturalista Joseph Arnold observou um exemplar em Bengkulu, na ilha de Sumatra. A espécie passou então a ser estudada pela equipe liderada por Stamford Raffles, que acabou nomeando o gênero.
Além do interesse científico, algumas comunidades utilizam partes das flores em práticas tradicionais. Em regiões da Tailândia, brotos de R. kerrii são consumidos e empregados na medicina local.
Nesta semana, o fotógrafo Chris Thorogood encontrou um exemplar nas profundezas da floresta de Sumatra, na Indonésia.