Depois de 12 mil anos: vulcão assustador entra em erupção pela primeira vez

Erupção após milhares de anos espalha cinzas pela região e paralisa voos em vários países

Créditos: Reprodução/Youtube
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A Etiópia enfrenta nesta semana a primeira erupção registrada do vulcão Hayli Gubbi em aproximadamente 12 mil anos. O episódio surpreendeu autoridades locais e centros de monitoramento internacionais ao lançar uma espessa nuvem de cinzas sobre a região de Afar e sobre parte do Mar Vermelho, afetando países vizinhos e interrompendo rotas aéreas entre Ásia e Oriente Médio.

Imagens de satélite confirmaram que as colunas de cinzas atingiram cerca de 14 quilômetros de altura. A cidade de Afdera amanheceu encoberta, e moradores relataram um estrondo forte seguido de uma onda de choque. Guias turísticos e visitantes do Deserto de Danakil ficaram temporariamente isolados diante da baixa visibilidade.

O impacto imediato foi sentido também na aviação internacional. A Air India cancelou voos de longa distância entre 24 e 25 de novembro após orientação da autoridade de aviação civil do país. A Alaska Airlines suspendeu rotas para destinos no Golfo, como Jeddah, Kuwait e Abu Dhabi. Passageiros ficaram retidos em aeroportos da Índia e do Oriente Médio, enquanto aeronaves passaram por inspeção devido ao risco de ingestão de cinzas.

O Centro de Alerta de Cinzas Vulcânicas de Toulouse e o Global Volcanism Program, da Smithsonian Institution, confirmaram que esta é a primeira erupção documentada do Hayli Gubbi em milênios. Autoridades regionais divulgaram fotos e vídeos da nuvem cinza subindo da cratera e avançando em direção ao Mar Vermelho, alcançando áreas do Iêmen e de Omã.

Mesmo sem registros de vítimas, as preocupações humanitárias cresceram. Líderes comunitários alertaram que aldeias inteiras ficaram cobertas e o pasto do gado foi comprometido, o que ameaça a segurança alimentar da população de Afar, composta majoritariamente por criadores de animais.

Meteorologistas indianos estimam que a nuvem de cinzas deve se deslocar em direção à China e se dissipar até quarta-feira. Enquanto isso, o governo regional da Etiópia mantém equipes em campo para monitorar danos ambientais, possíveis impactos respiratórios e a continuidade da atividade vulcânica.

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