Mais refrescante que ar-condicionado: novo sistema promete ser mais econômico e sustentável

A venda do Caeli One ainda não está disponível no Brasil, mas as discussões preveem a disponibilização em breve

Protótipo do "ar condicionado"Créditos: Reprodução/Caeli Energie
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Um novo sistema de climatização desenvolvido na França pode transformar a forma como residências e empresas resfriam ambientes. Criado pela startup Caeli Energie, o equipamento promete ser mais sustentável, mais econômico e uma alternativa real ao ar-condicionado tradicional — tudo isso sem utilizar gases refrigerantes, apontados como poluentes e prejudiciais ao meio ambiente.

O aparelho funciona com processo adiabático, baseado na evaporação da água. Nesse método, a água absorve o calor do ar e o resfria naturalmente, eliminando a necessidade de compressores, condensadores ou tubulações complexas. Por causa disso, o dispositivo consome muito menos energia e não libera substâncias que contribuem para o aquecimento global.

Segundo a empresa, o sistema pode ser até cinco vezes mais econômico que um ar-condicionado comum e entregar uma eficiência térmica até quatro vezes maior. Além disso, tem potencial para reduzir em até 80% as emissões de carbono relacionadas ao uso de climatização em ambientes internos.

Focado em áreas pequenas e com operação silenciosa

Projetado para espaços entre 20 e 40 m², o equipamento também se destaca pela operação silenciosa — um ponto valorizado em escritórios, consultórios e ambientes domésticos. Ele permite ao usuário ajustar o nível de energia conforme a necessidade, oferecendo maior controle sobre o consumo.

O produto possui formato oval e 2,5 metros de altura, dimensões que podem dificultar sua instalação em locais muito pequenos. A proposta, porém, é que ele atue como um “totem climático”, integrando-se à decoração e funcionando como uma peça de design.

Apesar das vantagens técnicas e ambientais, o preço pode ser um impedimento para a adoção em larga escala. O modelo chega ao mercado custando entre R$ 13,5 mil e R$ 16 mil, valor bem acima dos aparelhos tradicionais disponíveis no Brasil.

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