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17 de fevereiro de 2019, 21h23

Mesmo sem cargo, sobrinho de Bolsonaro foi 58 vezes ao Planalto

A frequência de presença de Leonardo Rodrigues de Jesus é maior do que a do próprio presidente

Foto: Reprodução/Instagram/Michelle Bolsonaro
Apesar de não ter cargo na presidência, Leonardo Rodrigues de Jesus, de 35 anos, primo de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, por parte de mãe, foi nada menos do que 58 vezes ao Planalto nos primeiros 45 dias de governo do tio. A frequência é maior que a do próprio presidente, de acordo com informações de Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo. Durante o mesmo período, desde que assumiu a presidência, Bolsonaro despachou no Planalto somente por 16 dias, de 1º de janeiro a 14 de fevereiro. O presidente passou pouco tempo no Planalto porque viajou ao Fórum Econômico...

Apesar de não ter cargo na presidência, Leonardo Rodrigues de Jesus, de 35 anos, primo de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, por parte de mãe, foi nada menos do que 58 vezes ao Planalto nos primeiros 45 dias de governo do tio. A frequência é maior que a do próprio presidente, de acordo com informações de Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo.

Durante o mesmo período, desde que assumiu a presidência, Bolsonaro despachou no Planalto somente por 16 dias, de 1º de janeiro a 14 de fevereiro.

O presidente passou pouco tempo no Planalto porque viajou ao Fórum Econômico Mundial de Davos e, também, se licenciou para realizar uma cirurgia no Hospital Albert Einstein, por 17 dias, em São Paulo.

Léo Índio, conforme é conhecido, é muito próximo de Carlos Bolsonaro e teria participado, inclusive, de uma reunião reservada com autoridades envolvidas na reforma da Previdência. Oficialmente, foi a três órgãos internos do Planalto, fora salas e gabinetes por que passou sem anúncio nem registro.

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Até a última sexta-feira (15), o sobrinho do presidente não tinha cargo de confiança. A falta de função, no entanto, não impediu que ele testemunhasse reuniões de cúpula do governo. Acompanhou encontro para tratar do crime de Brumadinho.

A reportagem do Estado, contudo, encontrou, no dia 18 de janeiro, o nome “Leonardo de Jesus” como representante da Secom em reunião solicitada pelo secretário executivo da Casa Civil, Abraham Weintraub.

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