Imprensa livre e independente
10 de março de 2014, 17h17

Michelle Bachelet quer recompor laços com a América Latina

Futura presidenta chilena visa melhorar relacionamento com países vizinhos, principalmente com a Venezuela

A futura presidenta toma posse nessa terça-feira (11) e dará ênfase aos esforços para restaurar os laços com a América Latina e o Caribe, e em particular com a Venezuela Por Vermelho Em meio à crise interna venezuelana e certa animosidade gerada no Chile pela mídia e algumas figuras políticas ligadas ao governo cessante de Sebastian Piñera, a própria Bachelet tomou distância. Ao pôr as cartas na mesa dias atrás, acentuou que sua administração dará apoio ao governo e ao povo venezuelano para encontrar uma saída democrática para a crise na nação vizinha. “E assim como nós sempre vamos buscar...

A futura presidenta toma posse nessa terça-feira (11) e dará ênfase aos esforços para restaurar os laços com a América Latina e o Caribe, e em particular com a Venezuela

Por Vermelho

Em meio à crise interna venezuelana e certa animosidade gerada no Chile pela mídia e algumas figuras políticas ligadas ao governo cessante de Sebastian Piñera, a própria Bachelet tomou distância.

Ao pôr as cartas na mesa dias atrás, acentuou que sua administração dará apoio ao governo e ao povo venezuelano para encontrar uma saída democrática para a crise na nação vizinha.

“E assim como nós sempre vamos buscar contribuir para que os direitos humanos sejam realmente garantidos, não nos parece adequado que possam haver ações violentas buscando desestabilizar um governo democraticamente eleito”, sentenciou.

Para completar sua linha estratégica com Caracas, o jornal “La Tercera” assegurou neste domingo (9) que Bachelet se reunirá com o chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro, provavelmente na tarde desta segunda-feira (10) na Academia Diplomática de Santiago.

Veja também:  Vídeo: veja depoimento de executivo da Odebrecht dizendo que foi coagido a criar versão sobre sítio atribuído a Lula

A nova presidenta também dialogará com o presidente peruano Ollanta Humala e não estão descartados outros encontros no quadro de uma reunião de chanceleres que se realizará na quarta-feira (12), convocada pela Unasul para tratar o tema Venezuela.

O vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, que chega neste domingo a Santiago, disse que em sua agenda de conversações priorizará a questão da Venezuela. Biden quer reunir-se com Humala, Santos (da Colômbia) e Peña Nieto (do México), entre outros, para falar sobre a Venezuela.

Para além da questão venezuelana, Bachelet, que esteve à frente do Palácio La Moneda de 2006 a 2010, pretende desenvolver esforços para incrementar relações na região. Para isto, designou Heraldo Muñoz seu chanceler.

Muñoz é um político experimentado com trabalho destacado no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e deverá atuar nas complexas águas da relação com o Peru e a Bolívia e reativar os laços em nível superior com o Equador.

O Brasil estendeu uma mão a Bachelet com a presença confirmada para a cerimônia de posse da presidenta Dilma Rousseff, que em nenhum momento foi ao Chile durante o mandato de Piñera.

Veja também:  Deputado Paulo Pimenta é vítima de fake news requentada nas redes

No novo ministério estarão várias mulheres, como Javiera Blanco (Estado-Trabalho); Ximena Rincón (Presidência); e a representante do Partido Comunista, Claudia Pascual (da Mulher). Também integrarão o ministério Maria Fernanda Villegas (Desenvolvimento Social), Natalia Riffo (Esporte), Aurora Williams (Mineração), Claudia Barattini (Cultura e Artes), Paulina Saball (Habitação e Urbanismo) e Helia Molina (Saúde).

Foto de Capa: WikiCommons

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum