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14 de junho de 2019, 14h22

Mídia internacional destaca “primeira Greve Geral contra Bolsonaro”

Meios estadunidenses, europeus e latino-americanos repercutem a mobilização dos trabalhadores de todo o Brasil contra a reforma da Previdência e a favor dos direitos sociais

Matéria do jornal espanhol Público, sobre a Greve Geral brasileira (foto: Reprodução)
A Greve Geral desta sexta-feira (14) também é notícia em outras latitudes, em meios de comunicação de diferentes continentes, que destacam o fato de que, embora o atual governo de Jair Bolsonaro já tenha enfrentado protestos de estudantes e professores, no mês passado, esta é a primeira mobilização organizada pelos trabalhadores durante o seu mandato. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo Nos Estados Unidos, o Washington Post e o New York Times republicaram a mesma nota da agência Associated Press, que explica: “por que se realiza uma greve geral...

A Greve Geral desta sexta-feira (14) também é notícia em outras latitudes, em meios de comunicação de diferentes continentes, que destacam o fato de que, embora o atual governo de Jair Bolsonaro já tenha enfrentado protestos de estudantes e professores, no mês passado, esta é a primeira mobilização organizada pelos trabalhadores durante o seu mandato.

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Nos Estados Unidos, o Washington Post e o New York Times republicaram a mesma nota da agência Associated Press, que explica: “por que se realiza uma greve geral no Brasil?”.

O texto informa que “a greve nacional promete mobilizar os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, e é a primeira desde a chegada ao poder do presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro. Embora a maioria dos manifestantes esteja protestando contra uma reforma previdenciária que tramita no Congresso, outros estão nas ruas contra os cortes orçamentários na Educação Pública, contra uma economia lenta e a agenda conservadora do governo”. Finalmente, prevê que “a participação deve ser particularmente forte no Nordeste, o bastião histórico do Partido dos Trabalhadores, principal partido da oposição”.

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Entre os meios europeus, o jornal espanhol Público relata que “os sindicatos vêm esquentando os motores da greve desde 1º de maio, dia em que ela foi anunciada”. A matéria do meio ibérico também comenta que a greve é “organizada por organizações politicamente distantes, mas que nunca estiveram tão unidas: a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical. E ambas fazem previsões otimistas”.

Na França, a rádio internacional RFI informa que “muitos transtornos são esperados nos transportes nesta primeira greve geral contra o governo de Jair Bolsonaro”. Ao se referir às razões da greve, especialmente a reforma da Previdência, a rádio diz que “os sindicatos temem que os mais pobres paguem o preço pela reforma”, e fez comentários curiosos sobre a postura de Bolsonaro sobre o tema: “eleito notavelmente graças aos votos dos aposentados, o presidente está envergonhado. Ele negou parcialmente seu ministro da economia, o principal arquiteto dessa reforma”.

Já o portal russo RT destaca uma declaração do presidente da CUT, Vagner Freitas, em que ele avalia que “a greve geral é de todos. Nesta sexta não é para ir ao trabalho, é dia de ficar em casa, de cruzar os braços e dizer que nós não aceitamos ataques aos nossos direitos, à soberania nacional e à democracia”.

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Finalmente, o canal venezuelano TeleSur lembra que a greve geral ocorre no dia da abertura da Copa América, e mostra o temor de que “a paralisação poderia afetar a mobilidade dos torcedores ao estádio do Morumbi, em São Paulo, onde acontecerá a partida entre as seleções do Brasil e da Bolívia”.

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