REPERCUSSÃO

VÍDEO: Mônica Waldvogel se retrata após fake news sobre PT e Hamas

Jornalista disse, em programa da GloboNews, que uma ala do Partido dos Trabalhadores “tem ligação” com o grupo palestino

Mônica Waldvogel.Créditos: Reprodução/GloboNews
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Depois de ser muito criticada nas redes sociais, nesta segunda-feira (9), por afirmar que o PT tem “ligação” com o grupo palestino Hamas, a jornalista Mônica Waldvogel se retratou na GloboNews, na manhã desta terça (10).

Inicialmente, no programa “Em Ponto”, a apresentadora disse que o governo brasileiro evitou mencionar o Hamas, em nota para repudiar os ataques em Israel, porque há “relação de parte do Partido dos Trabalhadores” com o grupo.

“Um dos pontos que chamaram a atenção foi o fato de que o governo brasileiro procurou não mencionar o nome do grupo Hamas. Há relações de parte do Partido dos Trabalhadores, de encarar como resistência, por causa do fato de que não há negociações para oferecer o melhor status para a Palestina”, afirmou a jornalista.

Porém, após a péssima repercussão, Mônica “reformulou” suas declarações e informou que conversou com um assessor da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e ele chamou a atenção para o fato de que, oficialmente, jamais existiram ligações entre o partido e o Hamas.

“Eu disse que o tema era sensível porque parte do PT tem ligação com essa organização palestina. Mas, mais preciso teria sido dizer que parte do PT apoia ou tem simpatia pelo Hamas, como já explicitou em algumas oportunidades”, afirmou.

Lula chamou atentados de “terroristas”

Em nota divulgada no sábado (7), dia do início dos ataques, o presidente Lula (PT), de fato, não citou o nome do grupo Hamas, mas se referiu aos ataques como “terroristas”.

Veja a nota de Lula:

“Fiquei chocado com os ataques terroristas realizados hoje contra civis em Israel, que causaram numerosas vítimas. Ao expressar minhas condolências aos familiares das vítimas, reafirmo meu repúdio ao terrorismo em qualquer de suas formas. O Brasil não poupará esforços para evitar a escalada do conflito, inclusive no exercício da Presidência do Conselho de Segurança da ONU. Conclamo a comunidade internacional a trabalhar para que se retomem imediatamente negociações que conduzam a uma solução ao conflito que garanta a existência de um Estado Palestino economicamente viável, convivendo pacificamente com Israel dentro de fronteiras seguras para ambos os lados”.