ACABOU A MAMATA

Produtora bolsonarista acusada de fake news demite 60 funcionários

A Brasil Paralelo é a maior impulsionadora de posts sobre “temas sociais, eleições ou política” nas redes sociais da Meta

Bolsonaro assistindo o canal da Brasil Paralelo.Créditos: Reprodução
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A produtora bolsonarista Brasil Paralelo, acusada durante a CPI da Covid de disseminar fake news, demitiu nesta segunda-feira (6), aproximadamente 60 funcionários.

De acordo com informações da coluna de Guilherme Amado, no Metrópoles, a produtora preferiu demitir funcionários que estavam há mais tempo na empresa.

A Brasil Paralelo é a maior impulsionadora de posts sobre “temas sociais, eleições ou política” nas redes sociais da Meta, com R$ 16,7 milhões investidos desde agosto de 2018. Pra se ter uma ideia do montante, o WhatsApp, segunda empresa a gastar mais no Facebook e no Instagram, desembolsou R$ 14,1 milhões, enquanto o Facebook, terceiro maior anunciante, pagou R$ 3,4 milhões.

"Independente"

A Brasil Paralelo informou em nota que “se mantém independente, seja qual for o perfil do governo do dia”, e que sustenta o “princípio de nunca receber recursos públicos nem incentivos governamentais”.

“Frente aos desafios do cenário econômico mundial, a companhia busca eficiência em sua operação, assim como ocorre com quase todas as empresas do mundo no atual momento. A Brasil Paralelo seguirá buscando crescimento de forma sustentável, com foco no streaming e, agora, na dramaturgia, com o lançamento de sua primeira obra de ficção em 2023”, encerra a nota.

Além da acusação de fake news, a produtora também foi denunciada pela coluna de usar em seus documentários imagens da TV Globo sem licenciamento.

Com informações da coluna de Guilherme Amado