FICOU BRAVO

Malafaia se revolta com queda nos preços dos alimentos em destaque na mídia

Pastor bolsonarista, que gosta de ostentar produtos de luxo, briga com fatos na tentativa de desqualificar o governo Lula

O pastor bolsonarista Silas Malafaia.Créditos: Reprodução
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O pastor bolsonarista Silas Malafaia, que adora ostentar artigos de luxo, como relógios Rolex, ficou revoltado com o fato da mídia colocar em destaque a queda nos preços dos alimentos que vem sendo observada em pouco mais de um ano do governo Lula. 

O empresário evangélico foi ao X (antigo Twitter) nesta sexta-feira (26) e, com letras garrafais, chamou jornalistas do Jornal Nacional, da Globo, de "vagabundos" por noticiarem que supermercados estão ofertando produtos com preços mais baratos. 

"INACREDITÁVEL! Depois de muito tempo, anteontem assisti o JN da globo . Propaganda vergonhosa e descarada do governo Lula . Tiveram a cara de pau de dizer que os supermercados estão com preços mais baratos fazendo promoções. É de um cinismo incomparável enganando o povo . JORNALISMO VAGABUNDO PARCIAL !", escreveu o bolsonarista. 

Reprodução/X Silas Malafia

Briga com fatos 

Malafaia briga com fatos na tentativa de desqualificar o governo Lula. Ao chamar de "propaganda vergonhosa" da atual administração federal o fato do Jornal Nacional noticiar a queda nos preços dos alimentos, o pastor bolsonarista sugere que a notícia seja falsa. 

Aos fatos: 

A política econômica do governo Lula levou o Brasil mais um feito que não se via praticamente desde o golpe contra Dilma Rousseff, em 2016.

Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgados em 28 de dezembro de 2023 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram uma queda de 2,4%, em média, dos preços dos alimentos - situação que não se via desde 2017.

Esta é a segunda vez que o "Lula da sorte" - meme que viralizou nas redes após analistas da mídia liberal classficarem como "sorte" os números da economia sob a gestão do petista - reverteu um quadro de aumento progressivo de preços dos alimentos.

Em 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o INPC registrou alta recorde de 23,26%. Após reduzir gradativamente, o índice teve queda de 0,22% em 2006, no último ano do primeiro mandato de Lula.

Com Bolsonaro, o aumento dos preços dos alimentos chegou a 18,88 em 2020. No ano passado, o INPC foi de 13,08%, antes de Lula voltar a colocar o índice em queda.

Picanha na mesa

A promessa de Lula de colocar a picanha de volta ao churrasco dos brasileiros foi cumprida com êxito. Segundo o IBGE, a maior retração de preços se deu justamente nas carnes, que ficaram 9,4% mais baratas que no ano passado. Aves e ovos tiveram redução de 6,8%.

No ano, o INPC ficou em 3,1% até novembro, menor valor desde 2017, impactando sobretudo no consumo das famílias mais pobres, onde a alimentação tem maior peso no orçamento.