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Record é condenada a indenizar e recontratar famoso jornalista demitido com doença incurável

Repórter especial do Domingo Especial foi demitido em 2023. Record alegou alto salário, mas colegas dizem que desligamento se deu por causa da Síndrome de Machado-Joseph, doença degenerativa rara.

Arnaldo Duran com Gugu Liberato em Nova York.Créditos: Facebook / Arnaldo Duran
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A juíza Daniela Mori, da 89ª Vara do Trabalho de São Paulo, condenou a TV Record, emissora que pertence ao bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), a indenizar em R$ 400 mil e recontratar o jornalista Arnaldo Duran. Ainda cabe recurso da decisão.

Duran, que começou na Globo mas ficou muito conhecido na Record, trava uma batalha judicial contra a emissora, que o demitiu no período do Natal de 2023.

A alegação dada pelos diretores é que o jornalista foi demitido em razão do alto salário que recebia desde 2006, quando foi contratado como repórter especial, atuando no Jornal da Record e depois no Domingo Espetacular.

No entanto, o jornalista e colegas da redação acreditam que o desligamento se deu após o diagnóstico de uma doença rara e incurável. 

Arnaldo Duran convive, desde 2016, com a Síndrome de Machado-Joseph, uma doença degenerativa do sistema nervoso, também chamada de ataxia espino cerebelar tipo 3, popularmente conhecida por "doença do tropeção".

Entre os sintomas estão a falta de coordenação de movimentos musculares voluntários e a perda de equilíbrio. Além disso, outras partes do corpo como o tronco cerebral, a medula, os nervos periféricos e o núcleo da base cerebral também são afetados.
 

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