Deixar Bolsonaro “falando sozinho é a melhor opção”, diz Folha em editorial

Folha diz que Bolsonaro "parece o único a agir como se não tivesse noção de prioridades, da importância de cooperação com outras esferas de governo e do imperativo de transmitir segurança à sociedade"

Em mais um duro editorial com críticas à atuação de Jair Bolsonaro frente à pandemia do Coronavírus, neste sábado (21) a Folha de S.Paulo afirma que diante da inépcia é melhor deixar o presidente falando sozinho.

“Ninguém ignora os riscos criados pelo avanço da doença, mas o presidente parece o único a agir como se não tivesse noção de prioridades, da importância de cooperação com outras esferas de governo e do imperativo de transmitir segurança à sociedade. Deixá-lo falando sozinho é a melhor opção”, diz o texto.

A Folha diz que “a exposição das medidas adotadas para combater a calamidade foi confusa, além de prejudicada pelo uso inadequado de máscaras de proteção pelo presidente e por seus auxiliares, que revestiu o evento de tom farsesco”, sobre a entrevista coletiva da última quarta-feira (18).

O jornal ainda cita os “três dias seguidos” de “furiosos panelaços” até mesmo em “regiões onde ele venceu a eleição presidencial de 2018 com ampla margem de votos sobre os adversários, como São Paulo”, e criticou a postura dos filhos do presidente na internet, com o tuíte de Eduardo Bolsonaro culpando a China pela Covid-19, que gerou uma crise diplomática com o maior parceiro comercial do Brasil.

“Enquanto o mundo busca coordenar esforços, os filhos do presidente seguem apostando na confusão e fustigando inimigos imaginários —da China aos líderes do Congresso Nacional”.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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