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27 de julho de 2020, 21h36

Delegada que ignorou e-mails da defesa de Rejane Dias ganha espaço no Jornal Nacional

Troca de e-mails divulgada pela Fórum mostra que os advogados da deputada tentam desde fevereiro uma oitiva com Milena Soares Caland, que deu entrevista ao JN nesta segunda-feira

Reprodução/TV Globo

A delegada Milena Soares Caland, responsável pelos mandados de busca e apreensão que atingiram endereços ligados à deputada federal Rejane Dias (PT-PI) e do governador Wellington Dias (PT-PI), ganhou espaço no Jornal Nacional, da TV Globo, nesta segunda-feira (27) para comentar sobre a operação. Caland, no entanto, evita desde fevereiro atender aos pedidos da defesa de Rejane para dar explicações sobre os fatos investigados.

No JN, a delegada da Polícia Federal afirmou que “não seria razoável” deixar de realizar as buscas nesses endereços. “Ao longo da análise do material apreendido, constatou-se que houve o recebimento de vantagem indevida por ela e por familiares dela, de modo que, por mais forte razão”, declarou.

A reportagem durou 6 minutos.

A delegada, no entanto, não atendeu aos pedidos da defesa de Rejane Dias para a realização de oitivas com a parlamentar. Em uma troca de e-mails que vai desde fevereiro até 22 de julho, os advogados da parlamentar sugerem dadas e até mesmo um possível depoimento por escrito, mas não obtêm resposta favorável da delegada, que se compromete a sugerir datas.

Uma das desculpas usadas por Caland para não atender os pedidos da defesa foi a pandemia do novo coronavírus. A crise sanitária, no entanto, não impediu que agentes fosse até a casa da primeira-dama e ao gabinete dela em Brasília.

Em nota pública divulgada nesta segunda-feira, o governador do Piauí classificou a operação como “mais um espetáculo em nome de investigação”.

Confira aqui os e-mails trocados entre a defesa e a delegada


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