Em cima do muro: Entre Lula e Bolsonaro, Huck diz que não quer fazer essa escolha agora

À Veja, Huck também não confirmou se vai receber R$ 3,5 milhões por mês para substituir Fausto Silva, dizendo que "é uma especulação que se faz em torno dessa mística das enormes remunerações da TV"

Alçado ao comando do “domingão” da Globo, Luciano Huck, que diz ter desistido de concorrer as eleições presidenciais em 2022, encerrou uma longa entrevista às páginas amarelas da Veja em cima do muro.

Indagado se votaria em Lula ou Jair Bolsonaro, “caso a terceira via não emplaque”, o apresentador da Globo saiu pela tangente.

“Não quero fazer essa escolha agora. Prefiro contribuir para que não tenhamos só duas opções de escolha no ano que vem diante da urna eletrônica”, respondeu.

Huck também titubeou ao ser perguntado se “ainda há chance de voltar atrás na decisão de não concorrer” à Presidência. “Estou atento às cascas de banana que colocam para mim”.

O global ainda disse que até o momento não enxerga nenhum candidato que “personifique” suas ideias, motivo pelo qual não lançou apoio a um nome.

“Estou muito mais no campo das ideias que no campo das pessoas. Se tudo isso estiver no projeto de alguém, terá o meu apoio. Não quero fulanizar”.

Salário

Huck também não confirmou se vai receber R$ 3,5 milhões por mês para substituir Fausto Silva, dizendo que “é uma especulação que se faz em torno dessa mística das enormes remunerações da TV”.

“Não acho que ficar iluminando esse tipo de remuneração em um país como o Brasil traga algum benefício”, afirmou, ressaltando que “sempre fui um empreendedor”.

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Na entrevista, o apresentador ainda comparou a “TV aberto” ao “American Dream” como peça para “resgatar a autoestima”.

“Não tem nada que conecte mais o Brasil que a TV aberta, e o país precisa recomeçar do mesmo jeito que eu estou recomeçando no meu ciclo profissional, precisa de um ciclo de resgate de esperança, de colar os caquinhos, avançar e curar as feridas que a pandemia nos trouxe. Assim como na década de 30 o cinema americano criou o American Dream para resgatar a autoestima do povo americano, a TV aberta pode ter papel importante no resgate da autoestima do Brasil neste momento duro”.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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