Fantástico aponta relação da morte da menina Isabele com decretos pró-armas de Bolsonaro

"O acesso fácil a armas pode gerar esse tipo de tragédia com mais frequência", destacou o promotor do caso em reportagem do programa

O Fantástico, da TV Globo, deste domingo (24) destacou a política de estímulo ao armamento promovida pelo presidente Jair Bolsonaro ao tratar sobre a morte da menina Isabele, de 14 anos, ocorrida em junho do ano passado. A garota foi atingida por um tiro na cabeça disparado por uma amiga da mesma idade.

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O advogado da família de Isabele destacou que “a adolescente não matou Isabele sozinha”. “A adolescente infratora teve acesso a armas de fogo por conta da negligência de seus pais. Foram os pais que inseriram a filha em um ambiente hostil, um ambiente letal”, afirmou Hélio Nishiyama.

A jornalista Ianara Garcia, então, destacou que a adolescente que assassinou Isabele só começou a atirar por conta de um decreto do presidente Jair Bolsonaro, publicado em maio de 2019.

“A adolescente que matou Isabele começou a atirar aos 14 anos. É a partir desta idade que um decreto do presidente Bolsonaro permite que adolescentes pratiquem tiro esportivo apenas com o aval dos pais, sem a autorização da Justiça”, disse a repórter.

“Desde o início do mandato, o presidente vem facilitando o acesso às armas no país. Em 2020, 350.778 novas armas entraram em circulação”, completou;

O promotor de Justiça Milton Pereira Merquiades, responsável pelo caso, criticou essa política de aumento do armamento. “O acesso fácil a armas pode gerar esse tipo de tragédia com mais frequência”, declarou.

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Lucas Rocha

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