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28 de abril de 2020, 09h25

Globo ignora Lula e Dilma ao repercutir crises do governo Bolsonaro

O ex-presidente FHC foi ouvido em três ocasiões e José Sarney, em uma

Foto: Reprodução/TV Globo

A coluna de Maurício Stycer (UOL) publicou, nesta terça (28), um levantamento sobre a cobertura que o Jornal Nacional e o Fantástico deram a cinco fatos políticos recentes de grande repercussão.

Conforme notou o jornalista, a Globo tem ignorado algumas das vozes mais importantes da oposição ao repercutir em seus telejornais as muitas crises ocorridas no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Stycer analisou a cobertura do pedido de demissão de Sergio Moro (24 de abril), a ida de Bolsonaro a um ato pró-golpe (19 de abril), a demissão de Luiz Henrique Mandetta (16 de abril), o pronunciamento do presidente pedindo o fim do isolamento social e atacando a mídia (24 e 25 de março) e a fala do deputado Eduardo Bolsonaro sobre um “novo AI-5” (31 de outubro do ano passado).

O ex-presidente FHC foi ouvido em três destas ocasiões e José Sarney em uma. Os ex-presidentes Lula, Dilma e Temer e os ex-candidatos presidenciais Fernando Haddade Ciro Gomes, segundo e terceiro colocados na última eleição, não foram ouvidos pela Globo em nenhum momento.

O PT se fez presente nas reportagens sobre a crise política pelos governadores Camilo Santana, do Ceará (três vezes), e Wellington Dias, do Piauí (uma vez). O PDT foi representado por Carlos Lupi, presidente do partido, uma vez.

As vozes ouvidas com frequência são as do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), e dos governadores João Doria (PSDB-SP), Wilson Witzel (PSC-RJ), Eduardo Leite (PSDB-RS) e Romeu Zema (Novo-MG).

Parlamentares do PT, com a maior bancada na Câmara, não foram ouvidos em nenhuma destas cinco reportagens. O deputado Alessandro Molon (PSB) e a senadora Simone Tebet (MDB), com duas participações cada, foram a figuras do congresso que mais apareceram.

Os entrevistados mais frequentes do STF, duas vezes cada nas reportagens analisadas, foram os ministros Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello.

Stycer perguntou à Globo se ela gostaria de comentar o tratamento diferenciado dado a FHC e Lula, entre outros políticos, mas a emissora não se manifestou.


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