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08 de junho de 2020, 21h15

JN, da Globo, diz que governo Bolsonaro “impõe obstáculos à informação correta do cidadão”

O telejornal dedicou mais de 30 minutos da edição desta segunda-feira para o ocultamento de dados por parte do governo

Reprodução/TV Globo

O Jornal Nacional, da TV Globo, desta segunda-feira (8) deu destaque ao consórcio formado por veículos de comunicação contra a falta de transparência do Ministério da Saúde na divulgação de dados sobre a pandemia do coronavírus. Cerca de 30 minutos do primeiro bloco do programa foram dedicados ao ocultamento de dados da Covid-19.

“A pandemia do novo coronavírus tem imposto ao Brasil um sofrimento que outros países também enfrentaram, mas os brasileiros são confrontados com dificuldades adicionais. O Governo Federal impõe obstáculos à informação correta do cidadão com a falta de transparência e as recentes mudanças de metodologia na divulgação dos dados da doença”, disse a âncora Renata Vasconcellos na abertura do telejornal.

O JN exibiu trecho da nota divulgada pelo consórcio formado por G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL e a repercussão da iniciativa em autoridades e organizações. Entre os que ganharam destaque estão o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

O apresentador William Bonner ressaltou que houve uma divergência entre os números divulgados pelo Ministério da Saúde e os números do consórcio. Enquanto o ministério divulgou que foram 679 mortes por Covid-19 nas últimas 24h, o consórcio formado pelos grandes jornais registrou 849.

O telejornal ainda veiculou reportagens trazendo uma retrospectiva de ações do ministério que dificultaram o acesso à informação, despertando críticas no Brasil e no exterior. A própria Organização Mundial da Saúde cobrou as autoridades brasileiras.

O JN destacou que Ministério da Saúde insistiu em mudar o critério de contagem de mortos, contrariando metodologia usada em todo o mundo. O país pretende parar de divulgar a mortes confirmadas nas últimas 24h e passou a repassar as ocorridas nas últimas 24h. A reportagem, expôs que essa medida seria uma tentativa de camuflar o avanço da pandemia no país.

Críticas

O telejornal ainda ouviu críticas do ex-secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, do ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, a Associação Brasileira de Infectologia e do Conselho Nacional de Secretário de Saúde (Conass).

No meio político, foram ouvidos o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do líder do PSD no Senado, Otto Alencar (PSD-BA), além dos governadores Camilo Santan (PT-CE), Flávio Dino (PCdoB-MA), Eduardo Leite (PSDB-RS) e João Doria (PSDB-SP).

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, e o ministro Marco Aurelio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), também comentaram.


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