terça-feira, 29 set 2020
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Jornal Nacional, da Globo, frusta expectativas e traz matéria fria sobre caso Bolsonaro-Marielle

Apesar das especulações de que a edição desta segunda-feira (4) do Jornal Nacional, da Rede Globo, traria uma bomba sobre o presidente Jair Bolsonaro e o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o telejornal deu pouco destaque ao caso.

Jornalistas como Ricardo Noblat, da Veja, começaram sustentar que esta edição do JN poderia ser explosiva, após a saída de quatro generais do governo Bolsonaro. O general Maynard Marques de Santa Rosa deixou o cargo de secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e pode levar com ele outros fardados.

“Se comparado com o que possa estar por vir, a história do porteiro com ‘seu Jair’ não passará de uma marolinha”, disse Noblat, horas antes do noticiário ir ao ar, instigando seguidores. Logo após o programa, o colunista desconversou: “Decepcionados com o Jornal Nacional? Esperavam graves revelações? Nada como um dia depois do outro”.

Nova perícia

O comentário do Jornal Nacional sobre o caso Marielle se limitou a dizer que líderes de partidos de oposição pediram nova perícia do Ministério Público sobre as gravações da portaria do condomínio Vivendas da Barra, onde vive o presidente Jair Bolsonaro. No dia 29 de outubro, o JN fez uma reportagem sobre o depoimento do porteiro que apontou pela primeira vez um possível envolvimento do presidente no caso.

No dia seguinte, o Ministério Público apresentou uma investigação feita às pressas desmentindo o porteiro e, consequentemente, a reportagem. As conclusões do MP deixaram uma série de lacunas, apesar da afirmação categórica de que o funcionário faltou com a verdade. O JN destacou essas inconsistências, expostas pela Folha e pelo The Intercept Brasil.

 

Redação
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