Jornal Nacional exibe sede da Davati vazia

Luiz Dominguetti seria representante da empresa em negócio com o governo Bolsonaro; ele acusa o Ministério da Saúde de pedir propina na compra de vacinas

O Jornal Nacional, da TV Globo, exibiu nesta quinta-feira (1º) uma reportagem na sede da empresa Davati Medical Supply, que negociou 400 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, no Texas, nos Estados Unidos. O telejornal destacou que a entidade privada estava vazia e que era apenas uma loja de material de construção antes da pandemia.

A matéria, conduzida pelo jornalista Tiago Eltz, mostrou a Davati vazia durante esta quinta-feira. O telejornal não encontrou nenhum funcionário da empresa, nem conseguiu falar com nenhum porta-voz dela.

A única pessoa que atendeu o JN foi uma funcionária da Impact Developers, que também pertence ao empresário Herman Cardenas.

Helena Bermea confirmou que a Davati funciona no local e disse que os funcionários estão trabalhando de casa e, por isso, tudo parecia vazio. O Texas, no entanto, não tem mais restrições contra a pandemia.

Antes da pandemia, a Davati trabalhava apenas com materiais de construção civil, mas expandiu a atuação para produtos de saúde. No site do grupo não há nenhuma menção a vacinas contra a Covid-19.

A CPI do Genocídio recebeu o empresário Luiz Paulo Dominguetti Pereira nesta quinta. Ele afirma ser representante da empresa em negócio com o Ministério da Saúde e denunciou um suposto esquema de corrupção envolvendo 1 dólar por dose de vacina comprada com a Davati.

Avatar de Lucas Rocha

Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR