Jornal Nacional destaca esquema de corrupção do governo Bolsonaro com a vacina indiana Covaxin

Negócio integra nova linha de investigação da CPI do Genocídio

O Jornal Nacional, da TV Globo, deu destaque nesta segunda-feira (21) às investigações da CPI do Genocídio sobre a compra da vacina indiana Covaxin pelo governo Jair Bolsonaro por valores mais altos que os oferecidos pela Pfizer no mesmo período. O Planalto teria pressionado servidores para acelerar o negócio.

“A CPI da Covid investiga uma decisão inusitada do governo Bolsonaro: retardar a compra da vacina Pfizer alegando preços muito altos, mas comprar o imunizante indiano mais caro e antes da aprovação da Anvisa”, disseram os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos na abertura do telejornal.

O JN apontou que a CPI começou um terceira linha de investigação, que se refere a contratos com empresas privadas. Segundo a reportagem, Bolsonaro intercedeu pessoalmente para garantir o contrato com a Precisa Medicamentos, representante da Bharat BioNTech no Brasil, enquanto Pfizer e Butantan faziam ofertas ao governo.

O mandatário enviou carta à Índia para garantir a o negócio. Documento do TCU enviado à CPI mostra que o negócio com a Covaxin foi o mais rápido de todos. O imunizante foi o mais caro até o momento.

O telejornal mostrou o depoimento de um servidor do Ministério da Saúde dizendo que recebeu muita pressão para liberar a importação do imunizante Covaxin.

Em entrevista á GloboNews no domingo (20), o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que serão investigadas “coisas escandalosas” presentes nessas negociações. “Foi um contrato bilionário, de R$ 1,6 bilhões, para uma vacina que não estava sendo aprovada pela Anvisa, era a mais cara do mercado e tinha um calendário que possibilitaria demora. Isso chamou atenção porque é uma aquisição atípica em todos aspectos. Então vamos ter uma semana para aprofundar tudo o que houve nesse bastidor”, afirmou.

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e latino-americanista convicto, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum América Latina

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