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07 de julho de 2020, 20h50

Jornal Nacional detona Bolsonaro após novas declarações sobre coronavírus

O telejornal apontou que o presidente, que testou positivo para a doença, "vai em sentido contrário ao que dizem diversas pesquisas internacionais"

Reprodução/TV Globo

O Jornal Nacional, da TV Globo, desta terça-feira (7) rebateu as declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro logo após o ex-capitão divulgar que está com o novo coronavírus.

Os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos destacaram que, nas últimas horas, o presidente criticou as medidas de isolamento, minimizou a tragédia da pandemia e voltou a fazer afirmações sem dados que as comprovem.

O telejornal ouviu especialistas que contestaram as falas de Bolsonaro e apontaram irresponsabilidade na postura do presidente, em especial quanto à hidroxicloroquina. Bolsonaro gravou um vídeo nesta terça tomando um comprimido que seria da droga.

“A declaração do presidente Bolsonaro vai em sentido contrário ao que dizem diversas pesquisas internacionais”, afirmou Vasconcellos. “Os cientistas atestam que o medicamento não tem efeito no combate ao coronavírus, e pior: pode ter efeitos colaterais perigosos”, completou.

“A cloroquina não faz a menor diferença além do risco cardíaco que ela traz. Esse exemplo é muito preocupante. As pessoas podem entender que o presidente passa bem por causa da cloroquina e isso não procede”, disse a pesquisadora Natalia Pasternak, do Instituto Questão de Ciência.

O telejornal ainda ouviu especialistas e familiares de vítimas que contrariaram a fala de Bolsonaro de que o risco de morte para jovens é próximo de zero e que o coronavírus vai atingir a maioria da população.

“Todo cuidado é pouco. Nós já temos em torno de 66 mil óbitos no nosso país e temos vários jovens acometidos. Temos que tomar as rédeas da situação e seguir as medidas de prevenção que conhecemos: distanciamento social, máscaras e higienização das mãos”, declarou o coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia.

“Se for 70% de contaminação teremos 1 milhão de mortes. É um preço altíssimo que o país não deve pagar por deixar de fazer o que tem que fazer com relação à proteção das pessoas. Vai ser muito sofrimento, muita morte, que pode ser evitada se todo mundo fizer o que tem que fazer, especialmente com orientação e suporte dos governos”, afirmou Claudio Maierovitch, pesquisador da Fiocruz.


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