Justiça penhora R$ 30 mil de Augusto Nunes, da Jovem Pan, para indenizar Gleisi Hoffmann

"Misógino e sexista", bolsonarista Augusto Nunes foi condenado por danos morais em ação movida pela presidenta nacional do PT, mas "permaneceu inerte"

A justiça determinou a penhora de R$ 30 mil das contas do jornalista Augusto Nunes, da Jovem Pan, para pagamento de indenização à presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Nunes, que faz a defesa enfática de Jair Bolsonaro (Sem partido) na emissora da família de Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, foi condenado em maio por danos morais, mas segundo informações de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, “permaneceu inerte”.

O jornalista, que foi uma espécie de porta-voz da ditadura na mídia liberal, foi condenado à revelia – sem fazer sua defesa – por ter se referido à deputada como “amante” inúmeras vezes em textos publicados nos portais da revista Veja e no R7, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

Os desembargadores da 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinaram também, que o acórdão condenatório seja publicado “pelo período mínimo de 30 dias” em todos os veículos em que “as ofensas foram divulgadas”, o que também não foi cumprido pelos veículos de comunicação.

Na sentença, o desembargador Alvaro Ciarlini disse que “o sentido infamante e desrespeitoso adotado pelo réu se encontra carregado de conteúdo misógino e sexista, puramente com o intuito de agredir a demandante”.

Nunes usou a expressão 72 vezes. Segundo o desembargador, o bolsonarista fazia questão de mencionar que Gleisi era “conhecida pelo codinome amante no departamento de propinas da Odebrecht”, com base em informações da Lava Jato.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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