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14 de janeiro de 2020, 23h09

Marcelo Tas critica campanha por The Intercept no Roda Viva e Glenn lembra que ele “colaborou” com os EUA

Além de resgatar e-mail vazado pelo WikiLeaks que mostra Marcelo Tas como colaborador da propaganda norte-americana no Brasil, jornalista do The Intercept rebateu: "O ciúme no jornalismo é feio"

Reprodução

O editor do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, relembrou nesta terça-feira (14) que o também jornalista Marcelo Tas já foi apontado por e-mails vazados pelo WikiLeaks como um colaborador dos Estados Unidos no Brasil. Os e-mails, que são conversas entre um consultor do governo dos EUA sobre assuntos de internet com o embaixador norte-americano no Brasil, tratam sobre as estratégias de comunicação para enaltecer a imagem dos EUA no país, tendo Marcelo Tas como um “colaborador” nas redes sociais.

“Interessante email do arquivo de Hillary sobre como usaram Marcelo Tas para ‘validar e ampliar’ mensagens dos EUA”, diz tuíte de Glenn Greenwald de 2016 com um print do e-mail vazado. O jornalista decidiu retuitar a postagem nesta terça-feira (14) como forma de rebater as críticas de Marcelo Tas, que não gostou da campanha que ganhou as redes sociais mais cedo a favor da presença do The Intercept Brasil na entrevista do ministro Sérgio Moro no próximo programa Roda Viva, da TV Cultura.

Quando a participação do ministro no programa veio à público, Greenwald se manifestou dizendo que é “covarde” o Roda Viva não ter em sua bancada um jornalista do The Intercept, já que o veículo desnudou a atuação de Sérgio Moro enquanto juiz com a série Vaza Jato. A manifestação de Glenn gerou uma campanha de internautas nas redes para que o veículo seja incluído na bancada de entrevistadores.

“É a primeira vez na história do Roda Viva que um veículo de comunicaçào se auto convida para o programa. Significa o que, insegurança, vaidade, arrogância? Reflitam ? #RapazolaMarketeiro”, criticou Marcelo Tas.

Antes de relembrar a citação de Tas no WikiLeaks, Glenn respondeu ao “colega” com outra postagem: “O ciúme no jornalismo é feio. Se você quiser mais atenção, prêmios ou algo assim, trabalhe mais para gerar reportagens importantes. Insultos mesquinhos no Twitter de palhaços da TV apenas o tornam menor”.

A troca de farpas entre jornalistas continuou com outro editor do The Intercept, Leandro Demori, rebatendo o jornalista Pedro Doria, que saiu em defesa de Tas. “Eu também estou tentando lembrar. O que vi hoje foi uma tag que subiu aos TT movida pelo público; jornalistas do TIB se manifestaram (não todos, cada um usa suas redes como quiser); o veículo sequer tocou no assunto. Então não foi hoje que um veículo exigiu participar”, tuitou Demori.

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