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06 de julho de 2019, 08h57

Miguel Reale Júnior dispara contra Moro: “Há um interesse do juiz em favor da acusação”

Um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, o jurista, que antes dizia que era preciso aguardar investigações, mudou o discurso após novas revelações da Vaza Jato: "O que espanta é essa proximidade. Conspirando contra a defesa"

Foto: Antonio Cruz/ABr
Um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, o jurista Miguel Reale Júnior disparou contra o ministro da Justiça, Sérgio Moro, em declaração concedida à coluna “Painel”, da Folha de S. Paulo, neste sábado (6). A princípio cauteloso, dizendo que era preciso aguardar investigações, Reale mudou o discurso após novas conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato virem à tona. “Se vê efetivamente um pendor do juiz na orientação da acusação”, afirmou. De acordo com o jurista, os diálogos que vêm sendo divulgados pelo The Intercept Brasil e por veículos parceiros, como a Folha e a Veja,...

Um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, o jurista Miguel Reale Júnior disparou contra o ministro da Justiça, Sérgio Moro, em declaração concedida à coluna “Painel”, da Folha de S. Paulo, neste sábado (6).

A princípio cauteloso, dizendo que era preciso aguardar investigações, Reale mudou o discurso após novas conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato virem à tona. “Se vê efetivamente um pendor do juiz na orientação da acusação”, afirmou.

De acordo com o jurista, os diálogos que vêm sendo divulgados pelo The Intercept Brasil e por veículos parceiros, como a Folha e a Veja, indicam que “há interesse do juiz em favor da acusação”.

“O que espanta é essa proximidade. Conspirando contra a defesa. Presumia-se que a 13ª Vara fosse um juízo rigoroso, mas não comprometido”, disparou Reale.

Ministro do Supremo também reage às conversas 

Na sexta-feira (5), em entrevista à Rede Brasil Atual, outro jurista, desta vez um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), também teceu críticas a Moro por conta de sua conduta considerada parcial na condução da Lava Jato.

Veja também:  Moro vai passar a semana de licença nos EUA, longe dos escândalos da Vaza-Jato

Marco Aurélio Mello chegou a afirmar que não indicaria Moro para uma vaga no STF e ainda disparou: “Imagina se ele tivesse mantido esses diálogos com o advogado de um dos envolvidos. O que se diria? Ele estaria excomungado, execrado”.

Antes disso, em junho, o mesmo ministro disse que os diálogos do ex-juiz revelados pela “Vaza Jato” colocam em xeque equidistância da Justiça.

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