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24 de janeiro de 2019, 06h53

Militares pressionaram Bolsonaro a rifar o filho, Flávio, após suposto envolvimento com milícias

Alguns setores da cúpula das Forças Armadas fizeram chegar ao núcleo militar do Planalto a sugestão de que Flávio não assumisse a cadeira no Senado, em fevereiro. Isso poderia, para eles, evitar a contaminação do debate legislativo pelo caso.

Foto: Alan Santos/PR
As explicações dadas pelo filho de Jair Bolsonaro (PSL), Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), sobre as suspeitas movimentações bancárias dele próprio e do assessor, Fabrício Queiroz, e das investigações que o ligam à milícia que teria assassinado a vereadora Marielle Franco (PSol), ao que parece, não foram suficientes para a cúpula que comanda a intervenção militar via voto. Blog do Rovai: Mourão já manda muito no governo Reportagem de Igor Gielow, na edição desta quinta-feira (24) da Folha de S.Paulo, afirma que Bolsonaro começou a rifar o filho – ao dizer em entrevista à Agência Bloomberg que Flávio “terá que pagar por...

As explicações dadas pelo filho de Jair Bolsonaro (PSL), Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), sobre as suspeitas movimentações bancárias dele próprio e do assessor, Fabrício Queiroz, e das investigações que o ligam à milícia que teria assassinado a vereadora Marielle Franco (PSol), ao que parece, não foram suficientes para a cúpula que comanda a intervenção militar via voto.

Blog do Rovai: Mourão já manda muito no governo

Reportagem de Igor Gielow, na edição desta quinta-feira (24) da Folha de S.Paulo, afirma que Bolsonaro começou a rifar o filho – ao dizer em entrevista à Agência Bloomberg que Flávio “terá que pagar por seus atos” – por aumento da pressão da caserna.

O recado foi dado pelo o presidente interino, general Hamilton Mourão: “Apurar e punir, se for o caso”, comentando a frase de Bolsonaro.

Segundo o jornalista, entre oficiais generais da ativa, das três Forças, existe um consenso de que Flávio não foi convincente até aqui nas explicações sobre o tema que mistura operações financeiras envolvendo imóveis no Rio com a movimentação atípica de valores seus e de seu ex-assessor.

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Alguns setores da cúpula das Forças Armadas fizeram chegar ao núcleo militar do Planalto a sugestão de que Flávio não assumisse a cadeira no Senado, em fevereiro. Isso poderia, para eles, evitar a contaminação do debate legislativo pelo caso.

A crise em torno do caso foi agravada na terça (22), quando uma operação liderada pelo Ministério Público fluminense mirou o ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito de liderar uma milícia e um grupo de extermínio na zona oeste do Rio.

O gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio empregou a mulher e a mãe do ex-PM quando ele já era investigado, e o senador eleito jogou a responsabilidade sobre Queiroz pelas indicações.

Para um general ouvido pela reportagem, isso tornou rifar o primogênito dos Bolsonaros uma prioridade. Ele afirma, no que concorda um almirante, que a mera ligação com o gabinete não implica culpa de Flávio, mas é basicamente impossível de ser respondida de forma satisfatória para a opinião pública.

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Como fazê-lo sem envolver o presidente, essa é outra questão.

Leia a reportagem na íntegra.

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