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06 de março de 2019, 09h23

Ministro anuncia abertura de terras indígenas para mineração a estrangeiros durante o Carnaval

Almirante Bento Albuquerque disse que os povos indígenas serão ouvidos, mas não terão autonomia para vetar a instalação de minas de exploração de minério

Bolsonaro e o almirante Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia (Reprodução/Twitter)
Com toda a atenção voltada para a maior festa popular do mundo, o ministro de Minas e Energia, o almirante Bento Albuquerque anunciou nesta segunda-feira (4) de Carnaval, a abertura de terras indígenas para empresas privadas de mineração, em evento no Canadá. Bento Albuquerque disse que os povos indígenas serão ouvidos, mas não terão autonomia para vetar a instalação de minas de exploração de minério. Para Albuquerque, o caminho é abrir as terras indígenas para empresas de forma que, segundo disse, “traga benefícios para essas comunidades e também para o país”. Segundo reportagem de Marcos de Moura e Souza, no...

Com toda a atenção voltada para a maior festa popular do mundo, o ministro de Minas e Energia, o almirante Bento Albuquerque anunciou nesta segunda-feira (4) de Carnaval, a abertura de terras indígenas para empresas privadas de mineração, em evento no Canadá.

Bento Albuquerque disse que os povos indígenas serão ouvidos, mas não terão autonomia para vetar a instalação de minas de exploração de minério. Para Albuquerque, o caminho é abrir as terras indígenas para empresas de forma que, segundo disse, “traga benefícios para essas comunidades e também para o país”.

Segundo reportagem de Marcos de Moura e Souza, no jornal Valor Econômico desta quarta-feira (6), o almirante participou de um dos principais eventos globais da mineração, o Prospectors and Developers Association of Canada (PDAC), em Toronto.

Terras indígenas demarcadas se estendem por 12% do território brasileiro. E em algumas delas a presença de garimpos ilegais é antiga, conhecida por autoridades e, por vezes, fonte de disputas sangrentas com os índios. Os diamantes nas terras do cinta-larga, em Rondônia, e o ouro nas terras ianomâmi, em Roraima, são dois exemplos.

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