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17 de maio de 2016, 08h49

Ministro da Saúde anuncia que quer acabar com o SUS

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Ricardo Barros afirmou que o Estado não conseguirá mais garantir direitos básicos dos cidadãos, como o acesso universal à saúde, e defendeu o sistema privado: “Quanto mais gente puder ter planos, melhor, porque vai ter atendimento patrocinado por eles mesmos, o que alivia o custo do governo”.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Ricardo Barros afirmou que o Estado não conseguirá mais garantir direitos básicos dos cidadãos, como o acesso universal à saúde, e defendeu o sistema privado: “Quanto mais gente puder ter planos, melhor, porque vai ter atendimento patrocinado por eles mesmos, o que alivia o custo do governo” Por Redação Em entrevista publicada pela Folha de S. Paulo nesta terça-feira (17), o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), recém-empossado pelo presidente interino Michel Temer, disse que o país não conseguirá mais sustentar direitos básicos dos cidadãos, como o acesso universal à saúde. Ele alegou...

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Ricardo Barros afirmou que o Estado não conseguirá mais garantir direitos básicos dos cidadãos, como o acesso universal à saúde, e defendeu o sistema privado: “Quanto mais gente puder ter planos, melhor, porque vai ter atendimento patrocinado por eles mesmos, o que alivia o custo do governo”

Por Redação

Em entrevista publicada pela Folha de S. Paulo nesta terça-feira (17), o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), recém-empossado pelo presidente interino Michel Temer, disse que o país não conseguirá mais sustentar direitos básicos dos cidadãos, como o acesso universal à saúde. Ele alegou que faltam recursos e que o governo federal não teria condições financeiras para dar esse tipo de garantia aos brasileiros.

Questionado se a declaração não iria contra o texto previsto na Constituição, Barros argumentou que a Carta Magna “só tem direitos, não tem deveres”. “Em um determinado momento, vamos ter que repactuar, como aconteceu na Grécia, que cortou as aposentadorias, e outros países que tiveram que repactuar as obrigações do Estado porque ele não tinha mais capacidade de sustentá-las”, destacou.

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O Ministro da Saúde chegou a defender explicitamente os planos privados, em detrimento do Sistema Único de Saúde (SUS). “Quanto mais gente puder ter planos, melhor, porque vai ter atendimento patrocinado por eles mesmos, o que alivia o custo do governo em sustentar essa questão”, enfatizou.

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

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