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10 de junho de 2019, 14h39

Moro abandona coletiva de imprensa no Amazonas após perguntas sobre #VazaJato

“O que houve foi uma ação criminosa de invasão de celulares de procuradores. O diálogo entre juiz, polícia e procuradores é absolutamente normal. Não há crime nisso. Agora, eu não vim ao Amazonas para falar disso”, disse Moro, se retirando da entrevista

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O ex-juiz federal e ministro da Justiça, Sérgio Moro, deixou uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (10) em Manaus (AM) após questionamentos sobre o vazamento de conversas entre ele e procuradores Segundo Luiz G. Melo, do jornal A Crítica, o ministro, que foi a Manaus para reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), não gostou de ser questionado sobre o caso Vaza Jato e deixou coletiva de imprensa antes do previsto. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo. “O que houve...

O ex-juiz federal e ministro da Justiça, Sérgio Moro, deixou uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (10) em Manaus (AM) após questionamentos sobre o vazamento de conversas entre ele e procuradores

Segundo Luiz G. Melo, do jornal A Crítica, o ministro, que foi a Manaus para reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), não gostou de ser questionado sobre o caso Vaza Jato e deixou coletiva de imprensa antes do previsto.

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“O que houve foi uma ação criminosa de invasão de celulares de procuradores. O diálogo entre juiz, polícia e procuradores é absolutamente normal. Não há crime nisso. Agora, eu não vim ao Amazonas para falar disso”, disse, se retirando da coletiva de imprensa logo em seguida.

Segundo outros veículos locais, Moro esteve abatido e cabisbaixo durante todo o encontro, que aconteceu depois um dia depois do vazamento de conversas pelo The Intercept Brasil.

Massacre
Segundo a Folha de S.Paulo, antes, em um discurso de pouco mais de oito minutos, Moro ignorou a crise desatada pelo vazamento de conversas e falou apenas sobre o sistema penitenciário. No mês passado, Manaus foi palco de um massacre de 55 presos em dois dias.

Veja também:  Reinaldo Azevedo anuncia mais um vazamento que envolve ministro do STF e Dallagnol

Após a explanação, Moro abriu para perguntas e restringiu para que fossem apenas sobre a questão carcerária. “Já falei aqui que eu só vou responder questões sobre Manaus e o Amazonas”, disse após a primeira pergunta sobre a Vaza Jato. “Aí basta ler o que se tem lá e verificar que o fato grave é a invasão criminosa do celular dos procuradores”.

Diante da insistência, Moro disse que “está havendo muito sensacionalismo em cima dessas supostas mensagens”, ao encerrar a entrevista.

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