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18 de março de 2019, 12h20

Moro e PF querem acesso livre a cadastro de investigados no Facebook e WhattsApp

Moro e o diretor-geral da PF pretendem aproveitar o encontro que terão com o Departamento de Justiça Americano esta semana para negociar acordo

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O ministro Sergio Moro e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo, integram a comitiva presidencial que desembarcou nos EUA neste domingo (17). De acordo com informações da coluna de Bela Megale, no Globo, os dois pretendem aproveitar o encontro que terão com o Departamento de Justiça Americano, o Doj, nesta semana, para negociar um acordo que permita ao Brasil acessar dados de pessoas investigadas que têm cadastros em redes sociais como o Facebook e Whatsapp sem a necessidade de um pedido judicial. Atualmente, as redes sociais, mesmo com ordem da Justiça brasileira para que forneçam dados de usuários,...

O ministro Sergio Moro e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo, integram a comitiva presidencial que desembarcou nos EUA neste domingo (17). De acordo com informações da coluna de Bela Megale, no Globo, os dois pretendem aproveitar o encontro que terão com o Departamento de Justiça Americano, o Doj, nesta semana, para negociar um acordo que permita ao Brasil acessar dados de pessoas investigadas que têm cadastros em redes sociais como o Facebook e Whatsapp sem a necessidade de um pedido judicial.

Atualmente, as redes sociais, mesmo com ordem da Justiça brasileira para que forneçam dados de usuários, deixam de cumpri-la. Geralmente, as empresas alegam que suas bases de informações estão nos EUA e por isso não podem fornecê-las.

Por conta disso, no ano passado, a operação brasileira do Facebook foi multada em R$ 111 milhões. O motivo foi descumprir uma decisão da Justiça de quebra de sigilo feita numa operação que apurava fraude na saúde pública do Amazonas.

Em 2016, o Facebook chegou a ter R$ 38 milhões bloqueados pela mesma razão. A PF trabalhou intensamente nas últimas semanas para que o Ministério das Relações Exteriores compre a proposta e trabalhe para que o acordo saia.

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