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11 de julho de 2019, 09h36

Moro pode ter autorizado informalmente grampo na cela de Alberto Youssef

Caso venha a ser comprovado que a instalação do aparelho ocorreu quando a Lava-Jato estava sob sua tutela, Moro pode ter novos problemas

Foto: EBC
Há poucas semanas, o doleiro Alberto Youssef, um dos primeiros delatores da Lava-Jato, foi ouvido pela Polícia Federal, em São Paulo, sobre a instalação de um grampo ilegal em sua cela, em 2014. A colunista do Globo, Bela Megale, lembra que a investigação ganha fôlego após a revelação das mensagens atribuídas ao ministro Sergio Moro e ao procurador Deltan Dallagnol reveladas pelo site “The Intercept”. Caso venha a ser comprovado que a instalação do aparelho ocorreu quando a Lava-Jato estava sob sua tutela, Moro pode ter novos problemas. Chegou-se a cogitar na época que se tratava de um aparelho antigo,...

Há poucas semanas, o doleiro Alberto Youssef, um dos primeiros delatores da Lava-Jato, foi ouvido pela Polícia Federal, em São Paulo, sobre a instalação de um grampo ilegal em sua cela, em 2014.

A colunista do Globo, Bela Megale, lembra que a investigação ganha fôlego após a revelação das mensagens atribuídas ao ministro Sergio Moro e ao procurador Deltan Dallagnol reveladas pelo site “The Intercept”.

Caso venha a ser comprovado que a instalação do aparelho ocorreu quando a Lava-Jato estava sob sua tutela, Moro pode ter novos problemas.

Chegou-se a cogitar na época que se tratava de um aparelho antigo, instaurado em 2008 para ouvir o traficante Fernandinho Beira-Mar, que foi preso na mesma cela anos antes.

Um agente da PF, no entanto, relatou, em depoimento, que instalou o grampo no local em 2014 e que o objetivo era, efetivamente, vigiar Youssef. A PF passou a investigar o caso, que segue sem conclusão. Na época, Moro era o juiz da Lava-Jato, mas deu pouca importância à denúncia.

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