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14 de junho de 2017, 10h39

Morre o colunista do Globo Jorge Bastos Moreno

Moreno foi responsável por grandes furos de reportagem. O mais recente deles foi a divulgação da carta de Temer à Dilma, em dezembro de 2015. Nela, Temer escancara a disputa pelo cargo e se autodenomina “vice decorativo”, termo que rendeu inúmeros memes.

Moreno foi responsável por grandes furos de reportagem. O mais recente deles foi a divulgação da carta de Temer à Dilma, em dezembro de 2015. Nela, Temer escancara a disputa pelo cargo e se autodenomina “vice decorativo”, termo que rendeu inúmeros memes. Da Redação* O jornalista Jorge Bastos Moreno, colunista do GLOBO, morreu à 1h desta quarta-feira, no Rio, aos 63 anos, de edema agudo de pulmão decorrente de complicações cardiovasculares. Um dos mais respeitados repórteres políticos do Brasil, Moreno nasceu em Cuiabá e viveu em Brasília desde a década de 1970. Há 10 anos morava no Rio. O velório...

Moreno foi responsável por grandes furos de reportagem. O mais recente deles foi a divulgação da carta de Temer à Dilma, em dezembro de 2015. Nela, Temer escancara a disputa pelo cargo e se autodenomina “vice decorativo”, termo que rendeu inúmeros memes.

Da Redação*

O jornalista Jorge Bastos Moreno, colunista do GLOBO, morreu à 1h desta quarta-feira, no Rio, aos 63 anos, de edema agudo de pulmão decorrente de complicações cardiovasculares. Um dos mais respeitados repórteres políticos do Brasil, Moreno nasceu em Cuiabá e viveu em Brasília desde a década de 1970. Há 10 anos morava no Rio. O velório será no Cemitério São João Batisa, a partir das 13h.

Moreno foi responsável por grandes furos de reportagem. O mais recente deles foi a divulgação da carta de Temer à Dilma, em dezembro de 2015. Nela, Temer escancara a disputa pelo cargo e se autodenomina “vice decorativo”, termo que rendeu inúmeros memes: “Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era
chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas”.

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Um dos mais respeitados repórteres de política do Brasil, Moreno nasceu em Cuiabá (MT) e foi morar em Brasília na década de 1970. Há 10 anos vivia no Rio.

Moreno tinha mais de 40 anos de carreira. Trabalhou no jornal “O Globo” por cerca de 35 anos, onde chegou a dirigir a sucursal de Brasília.

O primeiro furo de Moreno foi no “Jornal de Brasília”: a nomeação do general João Figueiredo como sucessor do general Ernesto Geisel.

Durante o impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992, quando a própria CPI do PC Farias procurava uma prova cabal que ligasse o presidente aos cheques de “fantasmas” que vinham do esquema PC, foi Moreno que revelou que um Fiat Elba de propriedade do presidente tinha sido comprado pelo “fantasma” José Carlos Bonfim. Uma informação que ainda não era do conhecimento nem do relator da CPI, deputado Benito Gama, nem de seu presidente Amir Lando. A manchete de “O Globo” selava o destino do presidente.

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Prêmio Esso

Moreno venceu o Prêmio Esso de Informação Econômica de 1999 com a notícia da queda do então presidente do Banco Central Gustavo Franco e a consequente desvalorização do real. O prêmio é um dos mais importantes no jornalismo brasileiro.

No fim da década de 1990, estreou sua coluna de sábado no jornal. Publicada até o último sábado (10), o espaço passou há alguns anos a ter o nome do próprio Moreno. Leia aqui a última coluna do Moreno.

Desde 10 de março, comandava o talk show “Moreno no Rádio”, na CBN, às sextas-feiras à tarde. Era também o âncora do programa “Preto no Branco”, do Canal Brasil, e fazia participações frequentes na GloboNews.

Também em março, lançou o livro “Ascensão e queda de Dilma Rousseff”. É autor de “A história de Mora – a saga de Ulysses Guimarães”, lançado em 2013.

*Com informações do Globo

Foto: Anderson Riedel

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