Ato contra Bolsonaro em SP terá lideranças de 21 partidos, incluindo MDB, DEM e PSL

Organização do ato conseguiu reunir, para além da esquerda e centro-esquerda, representantes de variados espectros políticos e de diferentes segmentos sociais para a manifestação de 2 de outubro

Ato contra Jair Bolsonaro na avenida Paulista (Foto: Ricardo Stuckert)
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A cidade de São Paulo vai presenciar, no próximo sábado (2), a manifestação mais pluripartidária contra Jair Bolsonaro já realizada desde o início de seu mandato. Nesta quinta-feira (30), a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, que organizou as últimas 6 grandes mobilizações contra o chefe do Executivo, anunciou que o novo ato na capital paulista contará com a presença de lideranças de 21 partidos diferentes.

Além da natural participação de lideranças de partidos de esquerda e centro-esquerda (PT, PSOL, PSB, PDT, PCdoB, PCB, UP, PSTU, Rede, PV e PCO), também estarão presentes representantes do Cidadania, DEM, MDB, PL, Podemos, Solidariedade, PSDB, PSD, Novo e PSL.

"A programação deixa evidente como a mobilização deste sábado cresceu muito e ganhou uma proporção nacional. Ou tiramos o presidente do cargo ou continuaremos vendo aumentarem o desemprego, a fome e a miséria. A crise social e econômica, que é bastante grave, só piora com os desmandos de Bolsonaro e sua família", afirma Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP) e um dos organizadores da manifestação.

Conforme noticiado pela Fórum na quarta-feira (29), o ato de São Paulo já tinha presença confirmada de figuras como Ciro Gomes e Carlos Lupi, ambos do PDT, Gleisi Hoffmann e Fernando Haddad, do PT, e lideranças de diferentes siglas como o vice-presidente da CPI do Genocídio, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), bem como o Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Estão na lista ainda Guilherme Boulos (PSOL), Manuela D’Ávila (PCdoB), Carlos Siqueira (PSB), Juliano Medeiros (PSOL), Orlando Silva (PCdoB), Alessandro Molon (PSB), Tabata Amaral (PSB), Erica Malunguinho (PSOL), Marina Helou (Rede), entre outros.

Se somarão à mobilização também lideranças lideranças evangélicas, católicas e de movimentos sociais, artistas, esportistas, estudantes e os presidentes de todas as centrais sindicais. Raimundo Bonfim (CMP), Bruna Brelaz (UNE), Gilmar Mauro (MST), Natalia Szermeta (MTST), Douglas Belchior (Coalizão Negra por Direitos), Sonia Coelho (Marcha Mundial de Mulheres), Rozana Barroso (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), Sérgio Nobre (CUT), Adilson Cordeiro (CTB) e Índio (Intersindical), são algumas das lideranças sociais e sindicais com presença confirmada.

O ato contará, ainda, com cerimônia ecumênica, intervenções de lideranças políticas e comunidade indígena, apresentação de artistas e execução do Hino Nacional.

A manifestação de São Paulo terá início a partir das 13h do próximo sábado (2) no vão livre do Masp, na avenida Paulista. Confira a lista completa atualizada de todos os atos, no Brasil e no exterior, aqui.

União entre partidos

No dia 15 de setembro, partidos de oposição e centro se reuniram na Câmara dos Deputados e criaram um comitê pró-impeachment que vai unificar ações contra Jair Bolsonaro.

Na reunião entre parlamentares, que contou com a presença de lideranças do PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB, Rede, PV, Cidadania e Solidariedade, ficou estabelecida a adesão de todas essas legendas às manifestações contra Bolsonaro marcadas para o dia 2 de outubro e 15 de novembro.

Os partidos se unirão à Campanha Nacional Fora Bolsonaro, que agrega movimentos populares e entidades da sociedade civil, para mobilizações conjuntas, que vêm após o ato esvaziado do Movimento Brasil Livre (MBL) no último dia 12 que contou com a presença de alguns representantes de segmentos de esquerda e centro-esquerda.