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FUP pede anulação de venda da Refinaria de Manaus em audiência pública no Cade

Refinaria virou alvo de audiência por concentração de mercado de combustíveis líquidos

FUP pede anulação de venda da Refinaria de Manaus em audiência pública no Cade.Créditos: FUP
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A proposta de anulação da venda da Refinaria de Manaus (Ream, antiga Reman), privatizada em finais de 2022, - que permitiu a concentração de mercado e a criação de monopólio privado regional - foi apresentada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobrás (Anapetro), em audiência pública sobre o mercado de combustíveis líquidos, na última sexta-feira, 14, coordenada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

“O objetivo é reverter a venda, com a reabertura e revisão do processo administrativo de privatização, uma vez que o grupo Atem, controlador da refinaria, não cumpriu as obrigações determinadas no Termo de Compromissos de Cessação (TCC). A Ream é hoje uma refinaria inoperante, utilizando suas instalações apenas para estocagem de combustíveis importados”, destacou, durante a audiência, o advogado Rodrigo Salgado, da Advocacia Garcez, que representa os petroleiros nesta ação. “É uma refinaria que não refina e tornou-se apenas um terminal logístico”, completou.

Esta foi a primeira audiência pública sobre o setor, após a privatização da refinaria, e teve a  participação de representantes do Ministério Público Federal, Advocacia Geral da União, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, além do Cade. Teve também presença maciça do setor privado, como o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e do segmento de transporte e distribuição de combustíveis - Abicom, Brasilcom, Sindicom, Instituto Combustível Legal, entre outros.

A FUP e a Anapetro sempre alertaram para o risco de concentração do mercado regional a partir da venda da empresa. Com base em denúncias comprovadas, a refinaria foi fiscalizada e multada pela ANP e é alvo de uma série de processos, como ação civil pública, denúncias ao Cade, processos trabalhistas por demissão em massa, de cerca de 20% do efetivo, questionamentos sobre isenções fiscais da Ream, beneficiada também por incentivos tributários da Zona Franca de Manaus . 


 

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