LANÇAMENTO

“Rosas da Resistência”: novo livro do Instituto Marielle Franco amplifica vozes de mulheres negras

Obra traz a memória e a força política de dez mulheres negras que enfrentaram a violência política e seguem atuando na transformação social

Créditos: Divulgação
Escrito en MOVIMENTOS el

O Instituto Marielle Franco lança, no próximo dia 22 de novembro, às 17h, na Casa Comum, em Brasília, o livro Rosas da Resistência: trajetórias e aprendizados de mulheres negras não eleitas. A obra reúne as histórias e memórias de dez mulheres negras que disputaram as eleições de 2024 e seguem atuando na transformação social, mesmo fora dos cargos eletivos.

Fruto de parceria entre o Instituto Marielle Franco e a Fundação Rosa Luxemburgo, o livro nasce de uma pesquisa qualitativa realizada no âmbito do projeto “Fundo de Respiro”, voltado ao cuidado e ao fortalecimento pós-eleitoral de mulheres negras signatárias da Agenda Marielle Franco e vítimas de violência política em 2024. O objetivo é mostrar como essas lideranças, oriundas de diferentes territórios e vivências, seguem ocupando lugar central na disputa democrática, na defesa de direitos e na construção de futuros possíveis, apesar da desigualdade na distribuição de recursos de campanha e dos silenciamentos dentro dos partidos.

 A obra pretende ainda apresentar estratégias de atuação política capazes de radicalizar a democracia e recolocar o cuidado e os direitos humanos no centro da agenda pública. A deputada federal Benedita da Silva assina o prefácio e define a publicação como “um convite para que a memória de Marielle Franco e de todas as mulheres negras que esperançaram um futuro siga viva”, destacando que “cada revés se torne madeira firme para sustentar uma travessia rumo a um amanhã mais justo”.

“'Rosas da Resistência' é um gesto de cuidado e de memória. São histórias que mostram que a política feita por mulheres negras não começa nem termina nas urnas”, aponta a diretora executiva do Instituto e filha de Marielle, Luyara Franco. Os organizadores Aron Giovanni Oliveira e Brisa Lima da Silva reforçam o caráter político do projeto ao dizer que “este livro é uma tecnologia de memória e de futuro” e que permanecer, para mulheres negras, é “um ato de resistência”.

O lançamento ocorre no marco da Marcha Mundial das Mulheres Negras (25) e integra a Semana por Reparação e Bem Viver da Marcha Nacional das Mulheres Negras.

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