A Federação Única dos Petroleiros (FUP) veio à pública repudiar a versão do PL Antifacção aprovada na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19). A entidade afirma que a decisão da Câmara representa um "golpe no combate ao crime organizado". "Ao desfigurar o Projeto de Lei Antifacção enviado pelo Governo Federal - que fortalecia a Polícia Federal (PF) - a extrema-direita e o centrão deixaram claro a quem desejam proteger", afirma a FUP.
A organização ressalta que a mudança proposta por Guilherme Derrite, com apoio do Hugo Motta, retira recursos da PF e enfraquece quem investiga os verdadeiros chefes do crime. "Porque os mandachuvas não estão nas favelas: estão nos escritórios de luxo, nas estruturas financeiras, no colarinho branco. O próprio caso do PCC na Faria Lima - revelado pela PF - mostra isso", diz a FUP.
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"E os exemplos de blindagem aos criminosos de cima são conhecidos. No governo Bolsonaro, um avião da FAB foi flagrado com cocaína em missão oficial. O sargento traficou sete vezes e só ele foi responsabilizado. Nenhuma palavra sobre como esse esquema operou dentro de uma comitiva presidencial", relembra.
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A FUP ainda acrescenta que o texto aprovado protege os "grandes“tubarões - aqueles que nunca aparecem algemados na TV", e reafirma sua defesa a um "combate firme ao crime organizado em todas as frentes, dos territórios vulnerabilizados aos altos salões do poder".
"Agora, cabe ao Senado corrigir o projeto e devolver à PF as condições reais de enfrentar o crime organizado, sem seletividade e sem proteger os de cima. Segurança de verdade se faz enfrentando os chefes, não apenas a base visível das facções", finaliza a entidade.