CAMPANHA

Ajude Natália Pimenta: dirigente do PCO luta contra leucemia rara

Internada na UTI, ela precisa com urgência de um remédio que ainda não é fornecido pelo SUS. Família e amigos mobilizam uma campanha nacional pela vida

Ajude Natália Pimenta: dirigente do PCO luta contra leucemia rara.Internada na UTI, ela precisa com urgência de um remédio que ainda não é fornecido pelo SUS. Família e amigos mobilizam uma campanha nacional pela vidaCréditos: Reprodução Facebook
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A dirigente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e vice-presidenta do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal), Natália Costa Pimenta, está internada na UTI enfrentando uma leucemia rara e agressiva — um tipo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea.

Ela precisa com urgência do medicamento Revumenib, considerado uma nova esperança de tratamento para casos como o dela. O remédio ainda não está disponível no Brasil e tem custo altíssimo — meses de tratamento podem chegar a milhões de reais. Por isso, familiares e amigos organizam uma mobilização nacional para garantir seu acesso à medicação.

O presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, pai de Natália, compartilhou um vídeo no qual conta a história da luta de Natália.

Um caso de urgência e de direito à vida

A Constituição Federal garante o direito à vida e à saúde, obrigando o Sistema Único de Saúde (SUS) a fornecer medicamentos e terapias indispensáveis à preservação desses direitos. Na prática, porém, cortes orçamentários e entraves burocráticos — como a falta de registro de novos remédios no país — fazem com que pacientes em estado grave enfrentem longas batalhas judiciais para conseguir tratamento.

Natália recorreu à Justiça pedindo o fornecimento imediato do Revumenib, única alternativa eficaz para o seu caso. O pedido liminar foi negado pela juíza Anita Vilani, sob o argumento de que o medicamento ainda não possui registro na Anvisa, requisito técnico para sua disponibilização pelo SUS.

Embora o Revumenib já tenha sido aprovado de forma emergencial pela FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, após comprovar eficácia e segurança em centenas de pacientes, a magistrada entendeu que a aprovação internacional não seria suficiente para autorizar o uso no Brasil, determinando que o processo siga o trâmite completo — o que pode levar semanas ou meses.

Na prática, a decisão adiou o início do tratamento, agravando o risco à vida da paciente. Familiares e apoiadores argumentam que a negativa se baseia em uma formalidade que fere o princípio da dignidade humana, já que o medicamento é a única opção comprovada para esse tipo de leucemia.

A autorização emergencial concedida pela FDA — mecanismo usado em casos de doenças graves sem alternativas terapêuticas — é amplamente reconhecida na comunidade científica e foi o mesmo processo utilizado na liberação das vacinas contra a Covid-19.

Uma luta que não pode esperar

Natália tem 40 anos, é mãe de dois filhos pequenos e luta há mais de três anos contra o câncer. Amigos e companheiros de militância lembram que seu caso vai além de uma questão individual — trata-se de defender o direito coletivo à saúde. Uma tecnicalidade burocrática, afirmam, não pode custar uma vida.

A campanha pede apoio da sociedade para pressionar o Judiciário e garantir o fornecimento do Revumenib pelo SUS. Além de um abaixo-assinado no site Change.org, os organizadores também arrecadam doações diretas para custear o tratamento enquanto aguardam nova decisão judicial.

Como ajudar

Assine e compartilhe o abaixo-assinado clicando aqui.

E, se quiser contribuir financeiramente, faça um PIX diretamente para a família: [email protected] 

Atenção: na plataforma de abaixo-assinado aparece uma opção de “turbinar” ou “impulsionar”. Esse dinheiro não vai para Natália, e sim para a própria plataforma. Por isso, doe apenas pelo PIX informado acima.

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