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30 de dezembro de 2018, 15h43

Aos 97 anos, falece Irmã Alberta, uma lutadora incansável

Religiosa teve uma longa de trajetória de luta junto aos mais excluídos do campo e da cidade no Brasil e na Itália

Irmã Alberta no acampamento dos Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em São Paulo que homenageia sua luta / Divulgação | 100Nonni

Por Brasil de Fato 

“Se pudesse voltar atrás, voltaria a viver e lutar com os sem-terra. A vida com eles resume um pouco a minha vida de missão”, afirma irmã Alberta em entrevista realizada em 2016 à publicação Família Cristã. A história de Irmã Alberta Girardi, que faleceu na madrugada deste domingo (30), está marcada pela resistência e a luta. Nasceu na localidade italiana de Mestre, em Veneza, em 1921, um ano antes do ascenso do fascismo nesse país. Seu pai foi um antifascista declarado, e foi perseguido pelo regime de Benito Mussolini. Durante a Segunda Guerra Mundial, a casa onde morava junto a sua mãe e irmã, foi bombardeada, deixando uma parte dela totalmente em cinzas.

Em 1943 entrou para um convento em Veneza para trabalhar em um orfanato. Em 1951, Irmã Alberta foi enviada a Roma, onde criou, por sugestão do padre jesuíta e crítico cinematográfico Enrico Baragli, uma escola profissionalizante de cinema para jovens órfãs, o Centro Italiano de Adestramento Cinematográfico. Durante os 19 anos em que ficou à frente do centro, Irmã Alberta percorreu as cadeias da Itália procurando filhas de prisioneiros, a quem pudessem servir os estudos.

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