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18 de junho de 2020, 16h37

Após queda de Weintraub, presidente da UNE avisa: “Se vier outro igual, a gente derruba também”

"Nós demos o recado. Nenhum inimigo da educação vai dormir em paz nesse governo", afirmou Iago Montalvão, presidente da União Nacional dos Estudantes

Iago Montalvão, presidente da UNE - Foto: Karla Boughoff/Cuca da UNE

Assim que foi anunciada a saída de Abraham Weintraub do Ministério da Educação, na tarde desta quinta-feira (18), o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, divulgou um vídeo comemorando a queda do olavista, e afirmando que a saída do agora ex-ministro representa uma vitória de professores e estudantes, que ao longo do últimos anos têm encampado mobilizações contra a atuação de Weintraub no MEC.

“Isso é uma vitória nossa, é uma vitória do movimento estudantil, da educação”, afirmou Montalvão.

O principal cotado para assumir o posto no MEC no lugar de Weintraub é o olavista Carlos Nadalim, secretário nacional de Alfabetização. A escolha seria uma forma de agradar a ala mais ideológica do governo.

No vídeo em que celebra a saída de Weintraub, Montalvão avisou que se vier outro ministro com atuação parecida, o movimento estudantil “vai derrubar também”.

“Weintraub era um dos seus principais ministros, um dos principais capangas na guerra cultural, ideológica. E nós demos o recado. Nenhum inimigo da educação vai dormir em paz nesse governo. E o próximo, se vier para aplicar a política de Bolsonaro, a política ideológica de Olavo de Carvalho, nós também não daremos paz. Nossa luta sempre será em defesa da educação de qualidade, emancipadora, para um país menos desigual e mais justo”, declarou.

Queda no MEC e ida para Banco Mundial

Abraham Weintraub divulgou um vídeo nesta quinta-feira (18) anunciando que vai deixar o Ministério da Educação para assumir um posto no Banco Mundial.

“Dessa vez é verdade, eu estou saindo do MEC”, declarou. “Eu vou começar a transição agora e, nos próximos dias eu passo o bastão pro ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo”, completou.

Segundo Weintraub, ele recebeu um convite para ser diretor no Banco Mundial. “Tô fechando um ciclo e começando outro e, é claro, continuo apoiando o senhor”, disse.

O anúncio veio após uma semana de intensas especulações sobre a possível queda de Weintraub em razão de participação em ato no último domingo. Na ocasião, ele fez referência ao xingamento direcionado a ministros do Supremo Tribunal Federal – “vagabundos” – feito por ele durante a reunião ministerial de 22 de abril.

Por conta da declaração, o ministro virou alvo do inquérito do STF que investiga disseminação de fake news e ataques aos ministros da Corte. Além disso, ele é alvo de inquérito por racismo contra chineses.


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