Ativistas fazem mais um protesto pela cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, em defesa do SUS e contra o racismo na rodoviária de Brasília

Somente este semestre, o grupo já realizou cinco grandes atos políticos no DF

Ativistas realizaram, nesta sexta-feira (27), na Rodoviária de Brasília, mais um protesto pela cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, em defesa do SUS e contra o racismo.

O ato em defesa do SUS, por Justiça para João Alberto – morto na véspera do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre – e, mais uma vez, pela cassação da chapa Bolsonaro/Mourão, teve início na Praça Zumbi dos Palmares, no Conic, e seguiu para a Rodoviária do Plano Piloto.

Só o SUS salva o povo

Representando um cortejo fúnebre, o ato enfatiza a importância do Sistema Único de Saúde-SUS, constantemente atacado por Bolsonaro, que busca fragilizar o serviço, com a intenção declarada de proceder à sua privatização.

Lutar pelo SUS – afirmam os ativistas – é lutar por igualdade, democracia e justiça social, uma vez que na Constituição Federal está garantido que “A saúde é um direito de todos e um dever do Estado”.

“E é por isso que estamos nas ruas, chamando a atenção para a tentativa de desmantelamento do maior sistema de saúde pública do mundo”, confirma o médico Carlos Saraiva.

Não ao Racismo

Outro tema da manifestação, “Justiça para João Alberto”, levanta o debate sobre o racismo estrutural no Brasil, visivelmente reforçado pelo atual presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo que, reiteradamente, faz declarações contra as causas do movimento negro brasileiro.

Os ativistas divulgam dados do Atlas da Violência, de agosto de 2020, segundo os quais o assassinato de negros cresceu mais de 11% nos últimos dez anos, sendo que 80% das mortes são identificadas por causas racistas. Os outros 20% são oriundos de desigualdade socioeconômica.

Fora Bolsonaro e Mourão

“Sabemos que atitudes racistas e tentativas de destruir os serviços públicos fazem parte do projeto do governo genocida Bolsonaro-Mourão. É dessa forma que os ocupantes do Planalto enxergam nosso país: sem nenhum tipo de análise histórica ou reconhecimento da identidade do povo brasileiro. Por isso e por muito mais, em todos os atos políticos que realizamos, exigimos a cassação da chapa do atual governo do Brasil”, afirmou Leda Gonçalves, uma das organizadoras do protesto.

O ativismo político no DF tem se fortalecido. Todos os meses, militantes de partidos de esquerda e de movimentos sociais se organizam em atos pedindo o fim do governo Bolsonaro, assim como dos graves problemas trazidos por ele. Só neste semestre, o grupo já realizou cinco grandes atos políticos com esse conteúdo.

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