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23 de maio de 2018, 09h00

Autora de proposta que prevê criminalizar MST e MTST faz campanha para Bolsonaro

 Ideia legislativa alcançou mais de 20 mil apoios e, agora, foi colocada em consulta pública pelo Senado

Está em votação no portal e-Cidadania do Senado uma consulta pública sobre a Ideia Legislativa Nº 89.755, que prevê a criminalização de dois dos mais importantes movimentos sociais do país, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.

Autora da proposta que quer criminalizar movimentos sociais também defende intervenção militar

A proposta foi sugerida por Angelica Guirele Avelar, psicóloga e analista do Tribunal de Justiça do Tocantins. No Facebook, sua foto de perfil já pede voto para Bolsonaro presidente. Entre suas postagens, ela pede intervenção militar no Brasil e compartilha publicações do pré-candidato. Angelica foi candidata a vice-prefeita de Palmas, em 2008, pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN) e teve 693 votos.

De acordo com a Resolução 19, de 2005, que regulamentou o e-Cidadania, toda Ideia Legislativa que alcança 20 mil apoios em quatro meses se tornará uma Sugestão Legislativa e será debatida pelos Senadores. O senador Paulo Paim (PT-RS) foi designado para relatar a proposta.

A ideia de Angelica virou a Sugestão Nº 2 de 2018, com a seguinte descrição: “Criminalizar, como terrorismo, as invasões e atuações impeditivas dos movimentos sociais, MST e mtst, por invadir propriedade privada e obstruir o direito de ir e vir dos cidadãos de bem”. (sic)

Em consulta pública no portal e, até o fechamento desta matéria, tinha mais de 40 mil votos a favor e 37 mil contrários. Circula nas redes sociais publicações sobre a votação, onde a proposta é vista como mais um exemplo do Estado de exceção no Brasil.

 

 


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