Artistas, professores e internautas se mobilizam por Paulo Galo e Géssica: “Eu coloquei fogo em Borba Gato”

Um grupo de artistas está se mobilizando pela liberdade do ativista e da esposa, que foram presos de forma arbitrária na investigação sobre o ato que colocou fogo na estátua do bandeirante em São Paulo

Uma série de artistas, ativistas, jornalistas e internautas gravaram vídeos onde declaram o seu nome e afirmam: “eu coloquei fogo no Borba Gato”.

Entre os participantes, estão o ator e cineasta Daniel Filho, Patricia Zaydan, a diretora Eliane Caffé, entre outros, que assumem a autoria do incêndio na estátua do Borba Gato.

A campanha visa pressionar as autoridades para que Paulo Galo e Géssica, sua companheira, sejam liberados.

A prisão de Paulo Galo e Géssica

O entregador de aplicativos e ativista paulistano Paulo Roberto da Silva Lima, conhecido como Paulo Galo, teve decretada prisão provisória por cinco dias, nesta quarta-feira (28), de forma arbitrária, após se apresentar ao 11º Distrito Policial de Santo Amaro, em São Paulo. A delegacia investiga o incêndio da estátua de Borba Gato, no sábado (24).

A companheira de Galo, Gessica, também foi presa por envolvimento no ato. Ambos têm uma filha de três anos. Além disso, foi expedido mandado de busca e apreensão na casa do ativista.

O mandado para a residência do ativista havia sido expedido para o local errado e ele apresentou seu endereço correto, autorizando e possibilitando a entrada em sua residência para possíveis buscas.

Desde então, uma forte campanha se iniciou nas redes pela liberdade de Paulo Galo e Géssica.

Abrir o debate

“Sou integrante da Revolução Periférica. O ato que foi feito no Borba Gato foi para abrir um debate. Em nenhum momento aquele ato foi feito para machucar alguém ou querer causar pânico na sociedade”, explicou.

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“Aquele ato foi feito para abrir um debate e o debate foi aberto. Aqueles que dizem que tem de fazer pelas vias democráticas, a gente buscou fazer isso: abrir o debate. Que esse debate ocorra para que as pessoas possam decidir se querem estátua de 13 metros de altura, que homenageia um genocida e um abusador de mulheres”, acrescentou Galo.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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