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28 de fevereiro de 2019, 16h19

Boulos anuncia “primeira grande mobilização” contra a reforma da Previdência

"O Temer tentou aprovar uma reforma como essa em 2017 e nós barramos nas ruas com muita luta. É o que vamos fazer de novo agora", disse o líder do MTST e da Frente Povo Sem Medo; mobilização nacional será no dia 22 de março

Foto: Mídia Ninja

Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo, anunciou nesta quinta-feira (28) a “primeira grande mobilização” contra a reforma da Previdência.

Crítico ao projeto apresentado por Jair Bolsonaro ao Congresso, Boulos pretende reunir trabalhadores para, assim como aconteceu em 2017 com a reforma de Michel Temer, barrar a votação do projeto no Congresso.

“O Temer tentou aprovar uma reforma como essa em 2017 e nós barramos nas ruas com muita luta. É o que vamos fazer de novo agora”, disse Boulos em um vídeo divulgado em suas redes sociais.

Para o coordenador do MTST, a reforma da Previdência proposta pelo governo “é ataque brutal aos nossos direitos” e “uma covardia contra os mais pobres”. “Ela [a reforma] mexe no andar de baixo e mantém os privilégios para favorecer  principalmente os banqueiros”, disse Boulos, tecendo críticas a pontos específicos do projeto como a redução da aposentadoria para quem recebe Benefício de Prestação Continuada, por exemplo.

A mobilização nacional contra a reforma será no dia 28 de março. Na capital paulista, onde é esperada uma das maiores manifestações, a concentração será às 17h no vão livre do Masp, na avenida Paulista.

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Principais pontos do projeto de reforma da Previdência do governo 

Aposentadoria rural – A idade mínima passa a ser de 60 anos para mulheres e homens. Hoje é de 55 e 60 anos, respectivamente. O tempo de contribuição mínimo sobe de 15 para 20 anos.

Professores – idade mínima de 60 anos para homens e mulheres com tempo de contribuição mínimo de 30 anos.

Idade mínima – homens deverão ter 65 anos e mulheres 62 anos para se aposentar.

Aposentadoria por tempo de contribuição – deixa de existir essa possibilidade, pois a idade mínima passará a ser exigida. Hoje, sem idade mínima, mulheres que contribuíram por 30 anos e homens que contribuíram por 35 anos podem se aposentar.

BPC – o Benefício de Prestação Continuada (BPC), renda mensal de um salário mínimo a idosos e deficientes em condições de miseralibidade, cai para R$ 400. Com a reforma o benefício poderá ser pago a partir dos 60 anos. Para ter acesso ao valor de um salário mínimo, o idoso deverá completar 70 anos.

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