sábado, 31 out 2020
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Dia Mundial dos Sem-Teto tem mobilização nacional contra Programa Casa Verde e Amarela

Em Salvador, o ato aconteceu na frente da Receita Federal, na Avenida Paralela, com a participação de diversos movimentos por moradia, como o Movimento Sem-Teto da Bahia, Central dos Movimentos Populares e União Nacional por Moradia Popular, dentre outros

O Dia Mundial dos Sem-Teto, celebrado no Brasil na primeira segunda-feira de outubro, foi marcado por atos da mobilização nacional por moradia popular no campo e na cidade em todo o Brasil. A ação aconteceu em diversos estados, como Bahia, Rio de Janeiro, Paraíba e São Paulo.

A ação dos movimentos sociais teve como pauta nacional o apoio ao programa Minha Casa, Minha Vida e contra o programa do Governo de Bolsonaro Casa Verde e Amarela, que exclui do financiamento habitacional as famílias com renda inferior a R$ 2 mil. “Hoje é o dia mundial de lembrarmos que todas as pessoas têm o direito de ter uma moradia digna, com condições adequadas e seguras. Nós estamos nas ruas para dizer que não aceitamos o programa habitacional do Governo Bolsonaro, o Casa Verde e Amarela que cortou os mais pobres do crédito imobiliário. Que queremos o direito à moradia garantido através de condições melhores e acessíveis a quem mais precisa”, disse Evaniza Rodrigues da União Nacional por Moradia Popular em São Paulo.

Em Salvador, o ato aconteceu na frente da Receita Federal, na Avenida Paralela, com a participação de diversos movimentos por moradia, como o Movimento Sem-Teto da Bahia, Central dos Movimentos Populares e União Nacional por Moradia Popular, dentre outros.

Marli Carrara da União Nacional Por Moradia Popular em Salvador destacou a importância da mobilização nacional para ampliar as condições de acesso ao direito de moradia. “Estamos lutando para que 90% do Brasil tenham onde morar. Quem ganha até 2 mil reais não consegue financiar, por isso dizemos que a casa de Bolsonaro tem cor mas não tem casa, pois as família com renda baixa não atendem as condições do Governo Bolsonaro para a aquisição da casa própria. Queremos renovar as esperanças dessas pessoas, reivindicando nacionalmente. Além da nacional, os estados também têm pautas locais, por isso estamos aqui”, disse.

Para Fernando Romão da direção da Central de Movimentos Populares (CMP) a união de todos os movimentos sem-teto e de moradia é necessário para o fortalecimento da luta. “O Movimento Sem-Teto precisa estar unido porque foi exatamente essa luta que possibilitou que o direito à habitação fosse expandido democraticamente no Brasil. E neste cenário politico atual é necessário ainda mais união e ação. Por isso, estamos aqui, para dizer que a habitação é um direto nosso e um dever do Governo Federal, que precisa criar politicas públicas que atendam as necessidades dos mais carentes”, disse o dirigente.

O deputado federal Afonso Florence (PT/BA) participou do ato em Salvador e reiterou a importância da mobilização dos movimentos sociais pela garantia de direitos, em especial de moradia digna. “É de extrema relevância fortalecer as ações dos movimentos sociais em um momento em que a garantia dos direitos está sendo ameaçada. Os movimentos sociais da Bahia e do Brasil estão reivindicando uma pauta que é nacional, ou seja, pela redução da taxa de administração na Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida. O programa do Governo Lula beneficiou milhares de brasileiros e agora o Governo Bolsonaro substitui pelo Casa Verde e Amarela que não atende quem mais precisa da ação. Parabéns a todos e todas por esta ação e vamos lutar até a vitória por moradia digna”, destacou o parlamentar.

Dia mundial dos sem teto

O Dia Mundial do Habitat é celebrado em todo o mundo, sempre na primeira segunda-feira de outubro. Foi criado pela ONU em 1986 e tem busca promover a reflexão sobre os problemas das cidades e a moradia. No Brasil, o dia ficou conhecido como o Dia Mundial do Sem-Teto. 

Redação
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