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17 de fevereiro de 2020, 16h44

Diretor do Sindipetro-LP condena repressão e prisão de líder dos caminhoneiros

Fábio Melo lamentou a forte reação ao protesto conjunto e disse que a parceria já vem de longa data

Foto: Lucas Vasques

A forte reação repressiva da Polícia Militar de São Paulo à mobilização conjunta dos caminhoneiros e dos petroleiros não deve ser capaz de impedir o avanço da parceria.

Em conversa com a Fórum, o diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Fábio Melo, comentou na tarde desta segunda-feira (17) sobre o episódio da detenção de Alexsandro Viviani, o Italiano, em protesto.

Melo disse que o petroleiros prontamente se solidarizaram com o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) e líder do movimento grevista. Petroleiros se encontraram com o caminhoneiro logo que ele foi solto.

Melo ainda afirmou que a parceria dos sindicatos já vem desde a outra grande greve dos caminhoneiros com trabalho de formação e informação. Para o petroleiro, a mobilização das duas categorias possui motivações parecidas, “principalmente em relação aos preços praticados pelo Governo Federal, que impõe à Petrobras uma política de paridade de preços internacionais”.

“A greve dos caminhoneiros vem para se somar à dos petroleiros porque, na verdade, as greves dos caminhoneiros e dos petroleiros são greves pelo povo brasileiro, pelo direito ao acesso à energia”, disse ainda.

Assista ao vídeo que mostra a ação da PM:

Batalha judicial

A ação dos caminhoneiros desafia a decisão proferida pelo juiz federal Roberto da Silva Oliveira que, em caráter provisório, atende uma liminar pedida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), proibindo a manifestação e impondo multa de R$ 200 mil ao sindicato, caso haja descumprimento da medida.

O anúncio de greve dos caminhoneiros da Baixada Santista foi feito no mesmo dia em que a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos do Brasil (ANTB) anunciou que a categoria vai aderir e prestar total apoio à greve nacional dos petroleiros, que já dura 15 dias e paralisou 114 unidades do sistema Petrobras. Em carta publicada no site da Sindipetro, os caminhoneiros também lançam campanha para avançar na luta contra a política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras.

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