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04 de setembro de 2019, 10h54

Em sequência de vídeos, Boulos explicação atuação do MTST: “Quem são essas pessoas?”

O objetivo é esclarecer a população sobre o movimento, que ainda sofre muito preconceito na sociedade

Foto: Reprodução

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e presidenciável em 2018, Guilherme Boulos (PSOL), divulgou em sua conta no Twitter uma sequência de vídeos, explicando a atuação do movimento.

O objetivo é esclarecer a população sobre o MTST, que sofre muito preconceito na sociedade.

Boulos levante algumas questões, como: “Você acha que sem teto é vagabundo?” ou “O MTST invade a casa das pessoas?”. Ele responde: “Desafie o preconceito e entenda a luta do MTST em 1 minuto”.

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No vídeo, Boulos diz: “A atuação do MTST não é compreendida. Quem são essas pessoas que ficam embaixo de lona em ocupações? Muito fácil dizer que são vagabundos, massa de manobra ou qualquer coisa desse gênero. São pessoas que trabalham, a enorme maioria delas. Não sou só eu que está dizendo, tem pesquisas do DIEESE, da ocupação do MTST em São Bernardo, com mais de cinco mil pessoas. A população economicamente ativa, moradora da ocupação, era maior proporcionalmente do que a média da população economicamente ativa da cidade”, revela.

“Conheci história de gente que trabalhou desde os 13 anos e foi ganhar casa com o movimento, pela luta, com 70 anos de idade, a primeira casa que o cara teve na vida. No Brasil, trabalhar não quer dizer que você pode viver dignamente e o Estado sempre foi ausente, sempre foi omisso. Poucas vezes o Estado teve programa social para atender essas pessoas”, avalia.

Pressão

“O MTST não ocupa a casa de ninguém. São imóveis que, às vezes, devem mais IPTU do que o valor da terra. O movimento faz a ocupação para poder pressionar o Estado a fazer o que o Estado deveria fazer, que é política de habitação para essas famílias”, explica.

“Por isso que eu disse para o Bolsonaro na eleição, quando ele falou: ‘Vou acabar com o MTST’. Tá bom, você quer acabar, a gente ajuda: faz oito milhões de casas, que acaba. O movimento atua na falta de política pública, no abandono que essas famílias têm. O movimento é a forma, é a ferramenta que essas pessoas têm se se organizar, de ter voz. Isso é legítimo”, acrescenta.


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