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31 de janeiro de 2020, 20h48

Exclusivo: Petroleiros ocupam sede da Petrobras após não serem recebidos pela direção

Greve nacional dos petroleiros começa a partir das 0h deste sábado

Greve dos petroleiros (Reprodução/FUP)

Lideranças do movimento dos petroleiros foram à sede da Petrobras nesta sexta-feira (31) tentar, pela última vez antes de ser iniciada greve nacional, apresentar reivindicação que pede a suspensão das demissões promovidas pela a empresa e a negociação com os trabalhadores conforme acordo coletivo previamente selado. Como não tiveram nenhuma resposta, os petroleiros decidiram ocupar o local.

“A gente tem ideia de ficar aqui pelo menos até termos uma resposta plausível pro nosso pleito”, disse Tadeu Porto, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) em entrevista à Fórum. Segundo ele, o grupo chegou no prédio principal da Petrobras por volta das 15h para discutir com a empresa a possibilidade de atenderem às reivindicações dos trabalhadores antes de ser iniciada greve nacional prevista para as 0h.

“A empresa falou que não ia cumprir a pauta e nós estabelecemos uma comissão de organização permanente aqui no local de trabalho. Somos cinco diretores petroleiros – quatro diretores da FUP e um diretor do Sindiquimica/PR, que é onde está sendo vendida a Fafen“, relatou.

Tadeu conta ainda que eles foram ameaçados de serem retirador de “jeitos desconfortáveis”. “O Claudio Costa, que é o gerente que foi indicado pelo João Doria, apareceu aqui na nossa sala pelo menos umas cinco vezes para monitorar a gente. O gerente principal de operações apareceu, recebeu nosso pleito, mas logo voltou com truculência e falando que não queria tirar a gente de ‘jeitos desconfortáveis'”, disse ainda.

Com o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), cerca de mil trabalhadores serão demitidos. Com a greve, os petroleiros pretendem defender os empregos na Petrobras e denunciar o projeto de desmonte da estatal que vem sendo promovido pelo governo Bolsonaro.

Tadeu considera o que está acontecendo na Fafen “o exemplo mais gritante de descumprimento do Acordo Coletivo praticado há décadas”. “Mesmo tendo uma cláusula que dificulta a demissão em massa, obrigando a negociação com os sindicatos, a Petrobras executou as dispensas sem aviso”, alertou ainda pelo Twitter.

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