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31 de maio de 2019, 23h55

Fórum Sindical | Manifestações do #30M mostraram unidade entre estudantes e trabalhadores

Na edição desta sexta-feira (31) do programa Fórum Sindical, uma análise sobre os impactos dos protestos em defesa da Educação e as expectativas para a Greve Geral contra a reforma da Previdência em 14 de junho

Foto: Mídia Ninja

O mês de maio chegou ao fim com o governo de Jair Bolsonaro cada vez mais em descrédito em com as ruas em polvorosa. Na quinta-feira (30), milhares de estudantes, professores e trabalhadores de diferentes categorias encamparam grandes manifestações, pela segunda vez no ano, para protestar contra os cortes que o Ministério da Educação vem promovendo nos recursos da educação pública.

De acordo com a União Nacional dos Estudantes (UNE), que puxou os atos, o #30M reuniu mais de 1,8 milhões de pessoas nos 26 estados e Distrito Federal, distribuídas em 208 cidades e 10 países.

Apesar do caráter massivo da mobilização, para muitos que estiveram nas ruas esse foi apenas o começo. Além dos estudantes, professores e profissionais da educação, trabalhadores das mais variadas áreas estiveram presentes com gritos, faixas e bandeiras contra a reforma da Previdência, pauta que foi abraçada pelo setor estudandil.

Neste sentido, ficou clara a convergência das pautas da educação e da reforma da Previdência nas ruas. Da mesma maneira que os trabalhadores apoiaram as manifestações dos estudantes, os estudantes devem apoiar a Greve Geral que está sendo convocada pelos trabalhadores para 14 de junho contra o projeto que dever colocar fim à aposentadoria pública.

“Unificou, unificou, agora é estudante com trabalhador”, cantavam os manifestantes desta quinta-feira.

No programa Fórum Sindical desta sexta-feira (31), o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Tadeu Porto, avaliou que há uma relação muito clara entre a pauta dos estudantes e dos trabalhadores.

“Agora é a hora. É certo que há uma convergência de pautas, porque o ataque que os estudantes estão sofrendo é muito parecido com o ataque que estamos sofrendo”, afirmou.

Sua categoria, a dos petroleiros, é uma das dezenas que cruzarão os braços em 14 de junho na paralisação que já tem potencial para ser uma das maiores já vistas nos últimos anos.

Assista a íntegra do programa.


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